16 de agosto de 2022
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Renováveis têm custos inferiores ao combustível fóssil mais barato

Relatório da IRENA aponta que as fontes de energia limpa trariam economia de US$ 156 bilhões aos países emergentes

Autor: 28 de junho de 2021julho 2nd, 2021Mundo
Renováveis têm custos inferiores ao combustível fóssil mais barato

Segundo relatório divulgado pela IRENA (International Renewable Energy Agency), 162 GW ou 62% da geração total de energia renovável adicionada no ano passado teve custos inferiores que a opção de combustível fóssil mais barata.

O custo da energia fotovoltaica concentrada (CSP), por exemplo, caiu 16%, a eólica onshore teve redução de 13%, a eólica offshore de 9% e a solar obteve um declínio de 7%.

Ademais, de acordo com a pesquisa, as novas adições possibilitarão ainda uma economia de até US$ 156 bilhões para os países emergentes ao longo da vida.

“Hoje, as renováveis ​​são a fonte de energia mais barata, ao mesmo tempo que adicionam empregos, impulsionam o crescimento e atendem às ambições climáticas”, disse Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA.

“Estamos muito além do ponto crítico do carvão. Seguindo o mais recente compromisso do G7 de zero líquido e parar o financiamento global de combustíveis fósseis no exterior. Cabe agora ao G20 e às economias emergentes igualar essas medida”, ressaltou.

Para La Camera, não se pode permitir uma transição energética em que alguns países rapidamente se tornam verdes e outros permanecem presos ao sistema baseado em fósseis do passado. “A solidariedade global será crucial, desde a difusão de tecnologia até estratégias financeiras e apoio ao investimento”.

A IRENA também apontou que os projetos renováveis ​​adicionados em 2020 reduzirão os custos no setor de eletricidade em pelo menos US$ 6 bilhões por ano nos países emergentes, em relação ao acréscimo da mesma quantidade de geração por combustível fóssil. Dois terços dessas economias virão da eólica onshore, seguida da hidrelétrica e solar fotovoltaica. 

Outro ponto enfatizado pelo levantamento é que em dez anos o custo da energia solar em utility scale caiu 85%, o da CSP em 68%, o da eólica onshore em 56% e 48% da eólica offshore. 

Mais dados

Segundo o estudo, nos Estados Unidos, por exemplo, 149 GW ou 61% da capacidade total de carvão custa mais do que a nova capacidade renovável. 

A substituição dessas usinas por energias limpas ​​cortaria despesas em US$ 5,6 bilhões por ano e economizaria 332 milhões de toneladas de CO₂, reduzindo as emissões de carvão nos país em um terço. 

Na Índia, 141 GW de carvão instalado é mais caro do que a nova capacidade renovável. Na Alemanha, nenhuma planta de combustível fóssil existente tem custos operacionais mais baixos que a solar fotovoltaica ou eólica onshore.

Traçando uma análise global, mais de 800 GW de energia a carvão existente custa mais que novos projetos solares ou eólicos onshore comissionados em 2021. 

A “aposentadoria” dessas usinas reduziria os custos de geração em até US$ 32,3 bilhões anuais e evitaria cerca de 3 gigatoneladas de CO₂ por ano, o que corresponde a 9% das emissões globais de CO₂ relacionadas com a energia em 2020.

Futuro

A IRENA indicou que a perspectiva até 2022 mostra os custos globais de energia renovável caindo ainda mais, com a eólica onshore se tornando 20-27% mais baixa que a nova opção de geração a carvão mais barata. 

Além disso, 74% de todos os projetos solares fotovoltaicos comissionados nos próximos dois anos – adquiridos de forma competitiva por meio de leilões e licitações – terão um preço inferior ao da energia a carvão. 

“A tendência confirma que as renováveis ​​de baixo custo não são apenas a espinha dorsal do sistema elétrico, mas também permitirão a eletrificação em usos finais como transporte, edifícios e indústria e desbloquearão a eletrificação indireta competitiva com hidrogênio verde”, concluiu o relatório.

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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