O setor solar fotovoltaico iniciou 2026 sob uma nova dinâmica de mercado: após dois anos de quedas nos preços dos módulos, o mercado brasileiro agora enfrenta aumentos impulsionados por mudanças fiscais na China e pela valorização de insumos estratégicos, como a prata.
Em meio à pressão global de preços, a Ronma Solar aposta em estoque nacionalizado como diferencial competitivo. A empresa afirma ter atingido 180 MW em vendas em janeiro deste ano, resultado que atribui à pronta-entrega e estrutura logística local.
Para este ano, a empresa mantém uma meta ousada de 1,2 GW. “ A Ronma consolidou uma estratégia de infraestrutura local para oferecer previsibilidade aos seus parceiros em meio à disparada no custo de insumos e mudanças fiscais na China”, comenta bruno pugliese, diretor comercial da Ronma.
Prata e tributação: dupla pressão nos custos
Um dos fatores que contribuíram para o aumento de, principalmente, os módulos é a prata, utilizada na fabricação de células solares, especialmente na tecnologia N-Type TOPCon.
O insumo alcançou o patamar de US$ 120 por onça (medida de peso usada internacionalmente para metais preciosos) em janeiro, gerando impactos diretos nos custos de produção.
“Como a prata representa até 30% do custo de processamento da célula, essa valorização impacta diretamente o custo FOB das fábricas, eliminando as margens que permitiam preços agressivos no passado”, explica Pugliese .
Outro fator que impacta diretamente o mercado é a extinção gradual dos subsídios chineses à exportação. O Ministério das Finanças da China confirmou que, a partir de 1º de abril de 2026, o reembolso de imposto sobre exportações (VAT Rebate) será completamente eliminado.
Com isso, os fabricantes deixarão de receber a restituição parcial do imposto sobre valor agregado e passarão a incorporar integralmente esse custo aos preços finais, elevando o valor dos módulos nos embarques internacionais.
Logística como estratégia de mitigação

Antecipando esse cenário, a Ronma Solar adotou uma estratégia baseada na nacionalização de estoques e ampliação da sua presença logística regional. A empresa inaugurou dois novos Centros de Distribuição em janeiro, localizados em Maringá (PR) e Recife (PE), com foco em reduzir custos de frete e encurtar o tempo de entrega.
Segundo a empresa, essa estrutura tem permitido aos integradores fecharem projetos com maior previsibilidade de custos, mesmo diante das oscilações globais.
“O primeiro trimestre de 2026 marca o fim da era de preços mínimos e o início de uma fase focada em eficiência real. Acompanhando a tendência de mercado, a Ronma Solar se posiciona não apenas como fornecedora de módulos TOPCon, mas como um porto seguro logístico”, destacou o Pugliese.
“Para o mercado, o recado é claro: em um ano de volatilidade, o foco deve sair exclusivamente do preço do componente e migrar para a segurança da entrega e o custo total do sistema. Com estoque local e presença regional, a Ronma Solar se destaca ao oferecer estabilidade em um momento de transição global”, completou.
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