26 de fevereiro de 2024
solar
No Brasil Hoje

Potencia GC SolarGC 12,2GW

No Brasil Hoje

Potencia GD SolarGD 26,8GW

Solar se manterá como a principal fonte do segmento de MMGD, diz EPE

Estudo aponta ainda que a micro e minigeração distribuída deverá agregar 37 GW até o final do horizonte decenal

Autor: 4 de janeiro de 2023Indicadores
2 minutos de leitura
Solar se manterá como a principal fonte do segmento de MMGD, diz EPE

Solar ultrapassou a eólica e se tornou 2ª maior fonte da matriz elétrica brasileira. Foto: Freepik

O MME (Ministério de Minas e Energia) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) publicaram mais um caderno do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2032), que conta projeções do setor para os próximos dez anos.

Intitulado “Geração Centralizada de Energia Elétrica: Requisitos de Energia e Potência”, o relatório apontou que a MMGD (micro e minigeração distribuída) deverá agregar 37 GW de capacidade instalada (6.000 MWmed) até o final do horizonte decenal.

De acordo com com o estudo, a tecnologia solar fotovoltaica mantém-se como a principal fonte nesse segmento, respondendo por cerca de 97% de toda essa expansão distribuída.

Outro ponto enfatizado pela publicação é sobre o crescimento médio anual da carga do SIN (Sistema Interligado Nacional), sem abatimento de MMGD, que será de cerca de 2.650 MWmed – em média de 3,1% ao ano, numa demanda máxima de 3,2% ao ano.

Evolução da capacidade instalada e contratada no SIN (MW). Gráfico: MME/EPE

Evolução da capacidade instalada e contratada no SIN (MW). Gráfico: MME/EPE

No contexto das mudanças que vêm ocorrendo no setor elétrico, a EPE afirmou que uma expansão baseada apenas no atendimento da projeção de demanda de energia média não é suficiente para prover a segurança de suprimento almejada.

“Por isso, tornou-se necessária a implementação de métricas que permitam quantificar quais são os serviços que o sistema irá precisar no futuro, de modo a planejar a expansão e operação”, ressaltaram.

Mais sobre o caderno

No documento, estão detalhadas as premissas e critérios utilizados e os resultados obtidos para os requisitos de energia e potência. Além disso, incorpora importantes avanços metodológicos, como o uso da carga líquida em todo o processo de cálculo, seguindo o contínuo processo de aprimoramento do setor, que vive em constante transformação.

Um dos principais objetivos do Plano Decenal de Expansão de Energia é antecipar as discussões que serão relevantes no horizonte de estudo e buscar as melhores soluções. “O caderno oferece previsibilidade às ações, reduzindo a assimetria de informação no mercado, levando o sistema aos objetivos desejados em médio e longo prazo”, concluíram.

Mateus Badra

Mateus Badra

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020. Atualmente, é Analista de Comunicação Sênior do Canal Solar e possui experiência na cobertura de eventos internacionais.

Comentar

*Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Canal Solar.
É proibida a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes e direitos de terceiros.
O Canal Solar reserva-se o direito de vetar comentários preconceituosos, ofensivos, inadequados ou incompatíveis com os assuntos abordados nesta matéria.