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A experiência da Chesf com usinas fotovoltaicas flutuantes

Gerente de P&D+I da companhia explica quais são as principais descobertas sobre a tecnologia

Autor: 11 de junho de 2022julho 29th, 2022Brasil
A experiência da Chesf com usinas fotovoltaicas flutuantes

Usina solar flutuante em Sobradinho (AM). Foto: André Schuler/Chesf

Com investimentos de R$ 273,5 milhões até 2024, a Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) desenvolve no Brasil projetos de P&D+I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação), com foco no avanço dos estudos das tecnologias de geração e transmissão de energia elétrica. 

Tendo como principais objetos da pesquisa a transição energética sustentável, a companhia vem desenvolvendo projetos de P&D+I em seus Centro de Pesquisa, o Cresp (Centro de Referência em Energia Solar de Petrolina), com investimento total de R$ 227,5 milhões. É o caso das plataformas solares flutuantes dos reservatórios de Sobradinho (BA) e de Boa Esperança (PI). 

Nos dois empreendimentos, a ideia é a integralização dos estudos de forma complementar, analisando e comparando a eficiência das usinas fotovoltaicas flutuantes, a fim de identificar quais maneiras a tecnologia pode ser melhor aproveitada no Brasil, visto que, são bioclimas distintos.

As respectivas usinas são empreendimentos de geração elétrica com a conversão da energia solar, sendo instaladas sobre a água, em reservatórios de usinas hidroelétricas, o que permite estudos de complementaridade, em vez de serem instaladas em solo ou em telhados. Para isso, é necessária a utilização de flutuadores, que são as estruturas de suporte aos módulos fotovoltaicos sobre a água.

Atualmente, a plataforma de Sobradinho, por exemplo, em funcionamento deste 2019, é o maior projeto de P&D+I do país em geração solar sobre a água. Ao todo, o projeto conta com uma potência instalada total de 1 MWp. 

A produção de energia do sistema solar flutuante ajudará na geração de energia da usina hidrelétrica, proporcionando uma fonte de energia complementar, uma melhor utilização da infraestrutura elétrica existente, compartilhando as linhas de transmissão e a subestação, além de causar baixo nível de impacto ambiental e otimização de custos, entre outros benefícios. 

Para a elaboração do projeto do sistema fotovoltaico flutuante no reservatório da usina, foram levantados os dados técnicos de geração, subestação e transmissão de energia elétrica, os dados geográficos do lago, o comportamento dos ventos, a velocidade de vazão da água e os dados do lago no local de instalação da ilha flutuante.

Crescimento da tecnologia 

Em 2018, os projetos envolvendo usinas solares flutuantes somavam cerca de 1,1 GW em capacidade mundial instalada e a expectativa é de um crescimento cada vez maior conforme o passar dos anos. 

Atualmente, a tecnologia já contabiliza 1,6 GW em escala mundial, com a promessa de atingir a barreira de 4,8 GW até 2026, segundo estudos do Banco Mundial e da empresa de pesquisa GIA (Analistas da Indústria Global, sigla em inglês).

Em entrevista ao Canal Solar, José Bione de Melo Filho, gerente de P&D+I da Chesf, deu mais detalhes sobre o que os estudos da companhia já puderam constatar sobre o funcionamento da tecnologia e quais contribuições a pesquisa pode trazer para o mercado brasileiro nos próximos anos.

Confira a entrevista completa e tudo sobre a experiência da Chefs com usinas flutuantes acessando a 10ª edição da Revista Canal Solar. Basta clicar aqui

Henrique Hein

Henrique Hein

Coordenador da Revista Canal Solar. Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

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