A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, nesta terça-feira (20), novos índices tarifários para consumidores atendidos pela Equatorial Goiás e pela Neoenergia Brasília. As mudanças entram em vigor na quinta-feira (22) e terão impactos diferentes nas contas de luz dos dois mercados.
Em Goiás, os consumidores residenciais terão um reajuste de 7,36%, enquanto, no Distrito Federal, o aumento será de 1,11% para a mesma categoria.
As decisões foram tomadas durante reunião da diretoria colegiada da agência reguladora e envolvem aproximadamente 4,87 milhões de unidades consumidoras atendidas pelas duas distribuidoras.
O reajuste tarifário anual de 2026 da Equatorial Goiás prevê um efeito médio de 7,25% para os consumidores da distribuidora, que atende cerca de 3,67 milhões de unidades consumidoras no estado.
Para os clientes conectados em baixa tensão, o aumento médio será de 7,26%. Já os consumidores de alta tensão terão reajuste médio de 7,22%.
Entre os principais fatores que influenciaram os índices estão os custos com distribuição, transporte e aquisição de energia, além dos encargos setoriais e componentes financeiros considerados no cálculo tarifário.
No Distrito Federal, a ANEEL aprovou o resultado provisório da revisão tarifária periódica de 2026 da Neoenergia Brasília.
O efeito médio será de 1,92%, com diferenças entre as classes de consumo. Para os consumidores de baixa tensão, o reajuste médio será de 1,06%, enquanto os clientes de alta tensão terão aumento médio de 4,27%.
Segundo a agência, os principais fatores considerados na revisão foram os custos com aquisição, distribuição e transmissão de energia, além dos encargos setoriais.
Diferentemente do processo realizado em Goiás, a revisão tarifária da Neoenergia Brasília ainda terá um resultado definitivo.
A ANEEL informou que identificou inconsistências nos dados de mercado da distribuidora relacionadas à implantação de um novo sistema comercial. As informações permanecem sob fiscalização da agência, que divulgará o resultado final após a conclusão da análise.
Os índices aprovados também consideraram as contribuições recebidas durante a Consulta Pública nº 24/2026, realizada entre 30 de julho e 14 de setembro.
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