Em uma iniciativa cooperativa inédita no setor elétrico, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e as distribuidoras Neoenergia Brasília, Neoenergia Elektro, Equatorial Alagoas, Equatorial Pará e CEEE Grupo Equatorial lançaram, nesta semana, o projeto piloto educacional “Energia Consciente”.
O anúncio foi realizado na sede da ANEEL, em Brasília (DF). A iniciativa integra o PEE (Programa de Eficiência Energética) das distribuidoras e prevê investimento de R$ 6,1 milhões ao longo de 24 meses para atender até 25 escolas públicas de ensino fundamental.
O projeto deverá beneficiar cerca de 30 mil estudantes do 4º ao 7º ano, além de professores, gestores escolares, famílias e comunidades locais. A proposta busca desenvolver e validar uma metodologia pedagógica que coloca a eficiência energética no centro do processo de aprendizagem.
O objetivo é estimular práticas sustentáveis, ampliar a conscientização ambiental e formar estudantes como agentes de transformação em seus territórios. A iniciativa está alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular), aos referenciais do PISA – avaliação educacional da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) – e às diretrizes do PEE da ANEEL.
Com base na abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) e na Aprendizagem Baseada em Projetos, o programa abordará temas como eficiência energética, mudanças climáticas, reciclagem e economia circular.
As escolas públicas participantes também poderão receber melhorias em suas instalações para ampliar a eficiência no consumo de energia, conforme critérios de viabilidade técnica e econômica previstos na regulamentação da ANEEL.
A execução técnica contará com a parceria da Tríade Educacional, responsável pelo desenho pedagógico, formação de educadores, monitoramento e avaliação de impacto, e do Centro Brasil no Clima, que implementará a metodologia das Cartas de Direitos Climáticos, fortalecendo o debate sobre mudanças climáticas e o engajamento das comunidades.
“Acreditamos que a educação é uma das ferramentas mais poderosas para promover transformação social e acelerar a construção de um futuro sustentável”, afirma Solange Ribeiro, disse vice-presidente da Neoenergia.
Ao final do projeto piloto, a expectativa é gerar indicadores e evidências que contribuam para a expansão da metodologia em outros territórios, consolidando a escola pública como referência local em uso racional da energia, sustentabilidade e mobilização social.
Para o diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa, a iniciativa marca um “momento histórico em torno de uma pauta transformadora”, disse ele, assegurando que todas as “escolas do projeto serão escolas de excelência, ambientes de criatividade e investigação”, salientou.
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