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Política & Regulação

ANEEL aprova reajustes e contas de luz da EDP São Paulo e CPFL Piratininga ficarão mais caras

Novos índices entram em vigor em 23 de outubro, enquanto proposta de revisão da CEEE-D prevê aumentos médios de dois dígitos

Canal Solar - ANEEL aprova reajustes tarifários da EDP São Paulo e da CPFL Piratininga

Foto: Canva

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (13), em circuito deliberativo da diretoria, os reajustes tarifários anuais das distribuidoras EDP São Paulo e CPFL Piratininga.

Os novos valores passam a valer em 23 de outubro, com efeitos médios de 3,16% para os consumidores atendidos pela EDP e de 5,41% na área de concessão da CPFL Piratininga. Para os consumidores residenciais, os reajustes serão de 2,17% e 2,63%, respectivamente.

A EDP São Paulo atende cerca de 2,24 milhões de unidades consumidoras, enquanto a CPFL Piratininga fornece energia a aproximadamente 2,05 milhões.

Os índices aprovados refletem, entre outros fatores, os custos de compra e transporte de energia elétrica e os encargos setoriais, além de componentes específicos considerados nos processos tarifários de cada concessionária.

Diferenças

Na área da EDP SP, o efeito médio para os consumidores de baixa tensão ficou em 2,09%, enquanto para os atendidos em alta tensão chegou a 5,67%. O resultado médio de 3,16% considera as diferentes classes de consumo e os respectivos impactos tarifários.

Além da compra e do transporte de energia, a ANEEL apontou os custos de distribuição e os encargos setoriais entre os fatores que influenciaram os novos valores.

Também foram considerados componentes financeiros apurados no reajuste atual, que serão compensados nos 12 meses seguintes.

Para a CPFL Piratininga, o efeito médio na baixa tensão foi de 2,62%. Já na alta tensão, o índice alcançou 11,67%, contribuindo para elevar o efeito médio geral a 5,41%.

De acordo com a agência reguladora, a aquisição e o transporte de energia, assim como os encargos setoriais, exerceram influência sobre os índices aprovados.

A CPFL Piratininga teve ainda a concessão prorrogada antecipadamente por 30 anos, formalizada em maio de 2026 por meio de termo aditivo ao contrato. Com a extensão, a vigência da concessão foi ampliada até 23 de outubro de 2058.

CEEE-D pode ter aumento de mais de 22%

Em outra frente tarifária, a ANEEL realizou em 8 de outubro, em Porto Alegre (RS), audiência pública para discutir a proposta de Revisão Tarifária Periódica da CEEE-D (Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica).

Diferentemente dos reajustes anuais aprovados para EDP SP e CPFL Piratininga, o processo da distribuidora gaúcha ainda está em fase de discussão e prevê índices significativamente mais elevados.

A proposta estabelece efeito médio de 22,31%, com alta média de 24,24% para os consumidores de baixa tensão e de 15,88% para os atendidos em alta tensão.

Os percentuais chamam a atenção por apontarem aumentos de dois dígitos nas duas grandes faixas de tensão contempladas na tabela da agência. A CEEE-D atende aproximadamente 2,03 milhões de unidades consumidoras no Rio Grande do Sul.

Segundo a ANEEL, entre os fatores que pressionam os índices propostos estão o aumento da base de remuneração da distribuidora e a recomposição de parte do diferimento tarifário realizado em 2024, medidas relacionadas aos efeitos climáticos que atingiram o estado naquele ano.

Também influenciam os custos com encargos setoriais, transporte e aquisição de energia. A proposta foi submetida à Consulta Pública nº 27/2026, vinculada à Audiência Pública nº 7/2026, para receber contribuições sobre a revisão tarifária, a estrutura tarifária e as perdas técnicas.

O índice definitivo está previsto para deliberação da diretoria da ANEEL na segunda quinzena de novembro, com entrada em vigor programada para 22 de novembro de 2026.

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Antonio Carlos Sil
Sobre o autor
Antonio Carlos Sil

Antonio Carlos Sil é jornalista formado pela FMU/FIAM. Atuou como repórter pela Brasil Energia, além de serviços prestados para Agência Estado, Exame e Canal Energia. Trabalhou em assessorias de comunicação da CPFL Energia, CESP e AES Tietê. Cobre setor elétrico desde 2000. Possui experiência na cobertura de eventos, como leilões de energia, convenções, palestras, feiras, congressos e seminários.

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