Após duas décadas de espera pela regularização da terra, moradores do Assentamento Irmã Dorothy, em Quatis, no sul do estado do Rio de Janeiro, receberão kits de energia solar por meio de uma parceria entre o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). A iniciativa atenderá inicialmente 15 das 45 famílias que vivem na comunidade rural.
Reconhecido oficialmente pelo governo federal em 2025, o assentamento ainda não possui rede elétrica em todo o território. Com a instalação dos sistemas fotovoltaicos, os moradores poderão utilizar eletrodomésticos como geladeira e máquina de lavar, além de ampliar o acesso à comunicação e à internet.
O projeto é desenvolvido pelo programa Tecnologia e Gestão em Agroecologia e Assentamentos da Reforma Agrária (Tangará), vinculado à UFRJ. Segundo os organizadores, técnicos da universidade visitarão o assentamento ainda em maio para avaliar as condições das moradias e adaptar os imóveis para a instalação dos equipamentos.
A parceria também prevê a formação de técnicos dentro da própria comunidade para manutenção dos sistemas de energia solar. Além do Irmã Dorothy, o projeto inclui a implantação de uma usina solar no assentamento Roseli Nunes, também localizado no sul fluminense.
Em 2025, as famílias do assentamento conquistaram oficialmente a posse da terra após 20 anos de mobilização.
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