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Início / Notícias / Projetos & Aplicações / Auren desiste de projetos solares por restrições de escoamento

Auren desiste de projetos solares por restrições de escoamento

Usinas localizadas no Nordeste somam 1.332 MW de capacidade instalada
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  • Foto de Wagner Freire Wagner Freire
  • 5 de maio de 2026, às 11:34
1 min 33 seg de leitura
Auren desiste de projetos solares por restrições de escoamento
Rapeel-ANEEL/Divulgação

A Auren Energia decidiu não seguir com a implantação de um conjunto de usinas fotovoltaicas no Nordeste, citando a ausência de margem no sistema de transmissão para o escoamento da energia gerada.

De acordo com o Despacho nº 1.300/2026, publicado no Diário Oficial da União, a companhia solicitou a revogação das outorgas de três complexos solares, que totalizam 1.332 MW de capacidade instalada.

O Complexo Sol do Araripe (1 a 3), com 378 MW, está localizado nos municípios de Simões e Curral Novo, no Piauí. Já o Complexo Flor do Sertão (1 a 3 e 10) soma 122,5 MW e seria implantado em Caetité, na Bahia.

Por sua vez, o complexo Helios concentra a maior parte da capacidade (831,7 MW) distribuída entre as usinas 1, 2, 5, 6 e 7, previstas para os municípios de Curral Novo do Piauí (PI) e Araripina (PE).

Segundo a ANEEL, os projetos se enquadram no artigo 5º da Resolução Normativa nº 1.038/2022, que estabelece critérios para revogação de outorgas.

Entre eles, a exigência de publicação anterior a 15 de agosto de 2022, a ausência de comercialização de energia no ambiente regulado, a não celebração do CUST (Contrato de Uso do Sistema de Transmissão) e o cumprimento do prazo de até 54 meses para entrada em operação comercial.

Nesse caso, as usinas não apresentavam atrasos nos cronogramas e atendiam às condições regulatórias para a revogação.

Em despacho adicional (nº 1.281/2026), a ANEEL também autorizou a revogação de sete usinas fotovoltaicas da Apolo Renováveis, que somam 210 MW. Os empreendimentos incluíam as usinas 1 a 4 do Complexo Guará, em Buritizeiro, e as usinas 1 a 3 do Complexo Copaíba, em Monte Azul – ambos em Minas Gerais.

Assim como a Auren, a Apolo justificou a decisão com base na falta de capacidade de escoamento no sistema de transmissão.

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Auren Energia Nordeste usinas solares
Foto de Wagner Freire
Wagner Freire
Wagner Freire é jornalista graduado pela FMU. Atuou como repórter no Jornal da Energia, Canal Energia e Agência Estado. Cobre o setor elétrico desde 2011. Possui experiência na cobertura de eventos, como leilões de energia, convenções, palestras, feiras, congressos e seminários.
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Respostas de 3

  1. Antonio Cesar Ferreira disse:
    6 de maio de 2026 às 07:09

    Noticia muito importante e deveria ser utilizada para um planejamento extrategico de como se produzir, estocar e transmitir energia. O uso de hidrogênio verde muito falado no Brasil porém com poucas extratégias de como utiliza-lo com o passar do anos. Tá na hora de pensarmos nisso ou vamos vendendo para os extrangerios nossa maior preciosidade, clima excelente para produzir energia limpa.

    Reply
  2. ALCY COELHO LAGO disse:
    5 de maio de 2026 às 19:48

    o Sistema Interligado Nacional deixou de ser administrado por profissionais técnicos, motivados a estabelecer metas e especificações ao sistema elétrico com foco ao técnico, e passou a ser administrado por políticos que fazem uma colcha de retalhos, simplesmente para garantir interesses não técnicos e/ou de menor custo, o que acaba criando vários esqueletos nos armários, com lucros ou interesses não republicanos

    Reply
  3. Sergio Bessornia disse:
    5 de maio de 2026 às 15:04

    Falta planejamento no setor elétrico. Estas usinas deveriam estar contempladas em plános plurianuais, bem como a expansão do sistema de transmissão, claro considerando a projeção do crescimento da demanda. Algo aí não está funcionando no Setor, ou pior, os órgãos de planejamento não estão atuando como deveriam.

    Reply

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