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Autoconsumo remoto representa 20% das instalações em GD solar

Especialista destaca as vantagens e o porquê cada vez mais empresas estão apostando neste modelo de negócio

Autor: 30 de julho de 2021Brasil
Autoconsumo remoto representa 20% das instalações em GD solar

Segundo levantamento realizado pelo Canal Solar, com base em dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o autoconsumo remoto é responsável por 20% das instalações em GD (geração distribuída) fotovoltaica no Brasil.

O relatório indicou que esta categoria corresponde por 1,2 GW de potência instalada total no país e que mais de 75% são projetos de pequeno porte, menores que 75 kW.

O estado de Minas Gerais, por exemplo, lidera a capacidade instalada com cerca de 1 GW. Ademais, entre as modalidades, está atrás apenas da geração na própria unidade consumidora, que possui quase 5 GW de potência.

Portanto, não há dúvidas que este modelo está crescendo no Brasil. Mas você sabe o que é o autoconsumo remoto e como funciona? 

Segundo a ANEEL, em sua resolução normativa 687/2015, ele é caracterizado por unidades consumidoras de titularidade de uma mesma pessoa jurídica ou física que possua usina de microgeração ou minigeração distribuída em local diferente do local de consumo – dentro da mesma área de concessão ou permissão, nas quais a energia excedente será compensada.

Ou seja, a eletricidade gerada por um sistema solar fotovoltaico instalado em uma área pode ser utilizada para reduzir a conta de luz de outro espaço completamente diferente. 

“O autoconsumo remoto possui uma maior facilidade de negociação por permitir que o gerador/investidor negocie com um único consumidor de energia, que, por possuir a mesma titularidade das unidades consumidoras, pode alocar várias UCs na estrutura de uma única planta de acordo com as regras vigentes, sem que exista a necessidade de utilização das figuras mais complexas de geração compartilhada”, disse o advogado Pedro Henrique Dante, sócio da área de energia e infraestrutura do Lefosse Advogados.

Empresas apostam no autoconsumo remoto

Em meio a este cenário, diversas empresas, como operadoras de telefonia, estão instalando usinas solares na modalidade de autoconsumo remoto. A Vivo inaugurou em 2020, por exemplo, a sua primeira planta no Distrito Federal, que atenderá 530 unidades consumidoras da companhia localizadas na área de concessão da CEB (Companhia Energética de Brasília). No total, o sistema possui 15 mil m² e tem capacidade instalada de 4,82 MWp.

A Claro também não ficou de fora e inaugurou este ano uma usina no Distrito Federal, com o objetivo de abastecer 110 unidades e ampliar a produção de energia limpa no Brasil. O empreendimento possui 11.880 módulos com potências de 325 Wp e 330 Wp, além de 25 inversores, capazes de gerar 6,54 GWh/ano.

Para Dante, as empresas cada vez mais estão apostando nessa categoria pois a grande vantagem, além da negociação apenas entre duas partes, acabando sendo o benefício do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nas estruturas que ficam abarcadas no Convênio Confaz 16/2015 no limite de usinas de até 1 MW. 

“Por esses motivos, grandes grupos (telecomunicação, varejo, drogarias, academias) conseguem usar essa estrutura com a alocação de várias unidades consumidoras da mesma titularidade em usinas dentro da mesma área de concessão, não existindo um limite máximo que pode ser utilizado”, apontou.

Empreendedor investe no autoconsumo remoto

O empreendedor Alexandre Muhlenbruch, proprietário da Alemão Molas, uma oficina especializada em molas, localizada em Ponta Grossa (PR), decidiu apostar na energia solar, por meio do autoconsumo remoto, para abastecer três imóveis e obteve uma economia mensal de R$ 3 mil.

“Concluí que poderia ser a fonte mais adequada para solucionar a questão e descobri que conseguiria abastecer minha empresa, minha casa e a residência do meu filho de forma mais econômica e sustentável”, destacou.

O sistema, construído na empresa Alemão Molas, ficou responsável por abastecer tanto o estabelecimento comercial, cuja conta de luz chegava a R$ 1,6 mil, quanto os dois imóveis residenciais, que tinham contas de, respectivamente, R$ 1 mil e R$ 400. 

“Inclusive, com o valor economizado, estou fechando todo-o-terreno da oficina com muro, investimento que até então eu havia deixado em segundo plano. O próximo passo é ampliar o atendimento aos clientes e, para isso, vou construir outro barracão – aporte que farei em breve devido ao fôlego que ganhei com a conta mensal reduzida”, acrescentou o empresário.

Mateus Badra

Mateus Badra

Trabalhou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de um ano, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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