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Bancos entram no mercado de energia solar por assinatura

Crescimento da geração distribuída compartilhada tem atraído novos players para o setor de energia elétrica

Autor: 15 de fevereiro de 2023Setor Elétrico
5 minutos de leitura
Bancos entram no mercado de energia solar por assinatura

Assinatura solar não envolve a instalação de painéis . Foto: Pixabay

O crescimento do mercado solar fotovoltaico tem atraído novos players para o setor de energia elétrica.

Bancos, empresas de telecomunicações e até distribuidoras de gás anunciaram iniciativas que consistem na oferta de serviços que proporcionam redução de custos através de descontos na conta de energia para clientes pessoa física e pessoa jurídica.

A assinatura solar não envolve a instalação de painéis solares, pois os clientes são conectados a uma usina remota (geralmente construída e operada por terceiros), classificada como geração compartilhada.

A energia gerada por esse empreendimento é injetada na rede e revertida em créditos que serão abatidos no valor final que os consumidores pagam pela energia elétrica.

A Genial Energy, empresa do grupo Genial Investimentos, está investindo na construção de 10 usinas de geração distribuída de energia solar no Rio de Janeiro, com capacidade total de 50 MW e custo de R$ 250 milhões, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2023.

Em julho, a Genial Energy inaugurou sua primeira usina 100% proprietária de geração distribuída de energia solar, em Vassouras (RJ), com capacidade de 5 MW, voltada para pessoas jurídicas. O investimento foi de R$ 25 milhões.

Depois disso, o Grupo Genial constituiu a Genial Solar, empresa responsável pelo desenvolvimento, construção e operação de usinas solares. Já a Genial Energy também fornece soluções de comercialização e gestão de energia elétrica no mercado livre.

Por sua vez, o C6 Bank firmou uma parceria com a empresa de assinatura de energia solar Prana, em que oferece até 15% de desconto na conta de luz para os clientes pessoa jurídica que gastam mais de R$ 500 mensais.

O C6 Bank também mantém uma parceria nos mesmos moldes com a Raízen, na qual oferece descontos de até 30% na conta de luz de clientes PJ (30% em Minas Gerais e 20% nos demais Estados).

Para solicitar o desconto, o cliente deve cadastrar a conta de energia em débito automático na conta PJ do C6 Bank e preencher o formulário na página da empresa parceira.

“O objetivo é proporcionar uma economia real aos clientes PJ do banco, que estão constantemente em busca de eficiência, e ao mesmo tempo fomentar a adoção de soluções sustentáveis, por meio de fontes de energia verde”, disse em nota.

Já no setor de telecomunicações a Claro, por exemplo, está com um projeto-piloto que consiste em oferecer energia solar por assinatura para os clientes pessoa física nos estados de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

A Claro disse que tem olhado para o mercado de energia com atenção. “A Claro está estudando esta oportunidade de negócio com muito interesse, aplicando esta expertise adquirida no setor de energia, para testar um produto que, agregado aos demais serviços de telecom, facilitará o engajamento do consumidor na adesão ao uso de energia renovável, gerando economia, contribuindo para o impacto positivo no meio ambiente e agregando fidelidade para o serviço de telecom”, disse o diretor de Infraestrutura da Claro, Hamilton Silva, ao Canal Solar.

A empresa não descarta a possibilidade de ampliar o serviço para outras regiões do país. “Ressaltamos que a disponibilidade de energia, capaz de atender clientes de forma massiva, com preço competitivo, em uma jornada digital, são pontos importantes que estão sendo observados”.

A OI também está entrando no setor elétrico pelo mercado livre e pela geração distribuída. Em 2022, a empresa testou a oferta de energia por assinatura em Minas Gerais, primeiro para os colaboradores e depois para um grupo restrito de clientes.

O modelo de negócio consiste em oferecer descontos de até 15% na conta de luz para os clientes com consumo médio de R$ 200 por mês.

Segundo Bernardo Estefan, gerente de Novos Negócios da OI, a empresa começa 2023 ofertando o serviço mais massivamente para os clientes de MG, já negociando com diversas novas praças para poder oferecer o serviço em outras regiões do país.

Para ele, o relacionamento com os clientes, os canais de comunicação e comercial e o poder da marca são diferenciais competitivos que habilitam a companhia a ser um player relevante no mercado de energia. “A gente vem se posicionando para sermos um verdadeiro provedor de serviços e soluções para os nossos clientes”.

Paralelamente, a OI também está com uma parceira com a 2W Energia para vender energia no mercado livre, já se antecipando a abertura do mercado de alta tensão, que acontece a partir de janeiro de 2024.

“Nesse sentido, a gente começa a ter um portfólio de produtos mais amplo e completo que permitam que a OI esteja bem posicionada dentro desse setor, para ser um player relevante de oferta de energia na medida que esse mercado for se abrindo de forma mais ampla”.

Já a Ultragaz, distribuidora de gás liquefeito, anunciou no ano passado a compra da Stella Energia, que também oferece energia por assinatura, marcando sua entrada no setor elétrico.

Com um investimento de R$ 63 milhões, a empresa  explica que a incorporação da Stella Energia faz parte da estratégia em oferecer alternativas aos consumidores de baixa tensão que poderão acessar preços mais competitivos para consumir energia.

A Stella foi fundada em 2019 e desde 2021 é acelerada pelo UVC Investimentos – fundo de venture capital do Grupo Ultra. Atualmente, a empresa possui mais de 11 mil clientes e potência de aproximadamente 75 MWp.

Wagner Freire

Wagner Freire

Wagner Freire é jornalista graduado pela FMU. Atuou como repórter no Jornal da Energia, Canal Energia e Agência Estado. Cobre o setor elétrico desde 2011. Possui experiência na cobertura de eventos, como leilões de energia, convenções, palestras, feiras, congressos e seminários.

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