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BID e BC assinam termo de US$3,4 bi para transição ecológica

Termo assinado pelos presidentes, durante reunião do G20, repassará valor do BC para instituições financeiras brasileiras.  

Autor: 28 de fevereiro de 2024Transição energética
3 minutos de leitura
BID e BC assinam termo de US$3,4 bi para transição ecológica

Transição ecológica brasileira receberá US$3,4 bi em contratos Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda/Flickr/Reprodução

Um termo para alavancar investimentos ligados à transição ecológica, como agricultura de baixo carbono, reflorestamento e resiliência climática, foi assinado na última segunda-feira (26), pelos presidentes do BC (Banco Central) e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), durante o Fórum Brasileiro de Finanças Climáticas, reunião do G20, em São Paulo.

O documento assinado pelos presidentes Roberto de Campos Neto (BC) e Ilan Goldfajn (BID) vai alavancar o valor de US$3,4 bilhões em contratos derivativos e serão repassados pelo BC para instituições financeiras brasileiras.  

Derivativos são contratos usados para reduzir riscos em operações financeiras, sendo vinculados a ativos como commodities, moeda estrangeira ou taxa de juros. Além desse valor, há o montante de US$2 bilhões destinados a linhas de crédito para empresas que atuam na área.

“A ideia é apoiar o desenvolvimento, liquidez e eficiência do mercado de proteção em moeda estrangeira no país. Adquirindo os derivativos no mercado externo e repassando às instituições financeiras locais”, disse o presidente do BID. 

Campos Neto afirmou a importância desse tipo de apoio para garantir a transferência de tecnologia, que tem tornado a economia brasileira mais sustentável. Ele também enfatizou que o Banco Central não assumirá riscos nas operações, será somente intermediador entre as instituições internacionais e o mercado brasileiro.

“Projetos de infraestrutura, especialmente aqueles voltados para sustentabilidade, frequentemente requerem investimentos significativos de capital, muitas vezes em moeda estrangeira devido à necessidade de importar essa tecnologia. O custo do mecanismo de proteção (hedge) pode tornar esses investimentos mais caros e arriscados do que o inicialmente pensado, desencorajando o financiamento privado ou atrasando projetos cruciais para a tão urgente transição ecológica”, afirmou o presidente do BC.

A ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, ressaltou a importância da tecnologia oferecida pelas maiores economias do mundo, mas também enfatizou que elas são as detentoras de 85% do PIB global, mas por outro lado respondem por mais de 80% das emissões de gases do efeito estufa. Por isso, as vinte maiores economias do mundo precisam conter os efeitos das mudanças climáticas.

Com informações da Agência Brasil 

 


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Viviane Lucio

Viviane Lucio

Jornalista graduada pela UNIP (Universidade Paulista) e especialista em jornalismo científico pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Possui experiência em produção de notícias, reportagens, fotografia, assessoria de comunicação e de imprensa.

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