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Brasil atingirá quase 25 GW de capacidade instalada solar ao final de 2022

Projeção aponta que 2022 tem tudo para ser o melhor ano da história do setor fotovoltaico brasileiro 

Autor: 12 de janeiro de 2022junho 1st, 2022Brasil
Brasil atingirá quase 25 GW de capacidade instalada solar ao final de 2022

GD solar deverá ter um crescimento de 105% em relação a potência instalada em 2021, passando de 8,3 GW para 17,2 GW. Foto: Rodolfo Carvalho

Projeções da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) apontam que o Brasil deverá encerrar 2022 com quase 25 GW de capacidade instalada em energia solar. Isso representaria um crescimento de mais de 91,7% em relação aos números atuais do país, que hoje tem pouco mais de 13 GW.

No entendimento da entidade, deverão ser adicionados mais de 11,9 GW neste ano, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia elétrica. 

Para a GD (geração distribuída) a projeção prevê um crescimento de 105% frente ao total já instalado até 2021, passando de 8,3 GW para 17,2 GW, por causa da recente e sancionada Lei nº 14.300. Já no segmento de GC (geração centralizada), o crescimento previsto é de 67,8%, saindo de 4,6 GW para 7,8 GW.

O aumento deverá ser impulsionado, principalmente, pelo avanço da fonte no chamado ACL (Ambiente de Contratação Livre) de energia elétrica, que será responsável pela maior parcela das grandes usinas previstas para entrada em operação comercial em 2022.

Em janeiro do ano passado, a Associação apostou que 2021 terminaria com pouco mais de 12 GW de potência operacional, o que acabou se concretizando.

“Projetamos um crescimento muito robusto para 2022, impulsionado pelo alto custo na conta de luz e pelos benefícios proporcionados aos consumidores, como solução definitiva de garantia de suprimento de eletricidade a preços competitivos”, disse Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR.

Foto: ABSOLAR/Divulgação

Foto: ABSOLAR/Divulgação

Empregos e investimentos privados

A ABSOLAR também prevê que a fonte vai gerar mais de 357 mil novos empregos somente no ano de 2022, o que vai totalizar mais de 747 mil empregos no Brasil desde 2012, distribuídos entre todos os elos produtivos do setor. 

A maior parcela destes postos de trabalho deverá vir do segmento de geração própria de energia solar, que deverão ser responsáveis por mais de 251 mil empregos neste ano. No ano passado, foram 153 mil empregos gerados ao longo dos doze meses do ano, um recorde histórico e que superou com folga as 86 mil admissões de 2020. 

Com relação aos novos investimentos privados, o setor deverá ultrapassar a cifra de R$ 50,8 bilhões em 2022, somando os segmentos de geração distribuída e centralizada. Deste montante, a GD corresponderá a cerca de R$ 40,6 bilhões. 

O levantamento projeta, ainda, que o setor fotovoltaico brasileiro será responsável por um aumento líquido na arrecadação dos governos federal, estaduais e municipais de mais de R$ 15,8 bilhões este ano, contribuindo para o fortalecimento dos orçamentos públicos e a prestação de melhores serviços para a sociedade brasileira.

Profissionais se preparam para o crescimento do setor 

Os números apresentados pela ABSOLAR já se refletem na percepção de profissionais e integradores do mercado fotovoltaico brasileiro. Ricardo Rizzotto, proprietário da EOS Solar, conta que pretende aumentar o faturamento da sua companhia em relação a 2021. “No ano passado, as vendas cresceram mais de 35% e para esse ano estou esperando um acréscimo de 50% ou mais” disse ele. 

O empresário também destacou que a empresa já se prepara pelo que vem pela frente, que na opinião dele, será um “boom” no setor. Entre as medidas estão a contratação de novos profissionais, compra de novos equipamentos e a mudança para uma sede maior. “Vamos para uma sede nova, de 800 m2, onde tem local de armazenagem e produção de estrutura metálica”, disse ele.

Outra mudança importante citada por Rizzotto é a mudança do lucro simples para o lucro real, no qual a empresa passou a ter a possibilidade de comprar equipamentos e produtos em seu próprio nome e não mais por meio de faturamento direto. “Isso me faz conseguir manter um estoque com custo menor. Isso vai ser importante porque com certeza a falta de material no final do ano vai ser grande”, finalizou.

Henrique Hein

Henrique Hein

Coordenador da Revista Canal Solar. Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

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