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Política & Regulação

Câmara dos Deputados aprova urgência de PL que altera rateio dos custos das baterias

Proposta busca equiparar regras de custeio do armazenamento às demais tecnologias de reserva de capacidade

Canal Solar - Câmara dos Deputados aprova urgência de PL que altera rateio dos custos das baterias

Foto: ABSAE/Divulgação

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (13) o regime de urgência para o PL (Projeto de Lei) 3.716/2026, que propõe alterar a divisão dos custos de contratação de sistemas de armazenamento de energia em baterias como reserva de capacidade.

O texto, de autoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), pretende revogar o parágrafo 6º do artigo 3º-A da Lei 10.848/2004, incluído pela Lei 15.269/2025, que estabelece o rateio desses custos exclusivamente entre os geradores de energia elétrica, conforme regulamentação da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Com a mudança proposta, os custos da contratação de baterias passariam a seguir as regras gerais de rateio da reserva de capacidade, que incluem consumidores dos mercados livre e regulado, autoprodutores e, nas situações previstas em lei, geradores de energia elétrica.

A aprovação do regime de urgência permite que o projeto seja levado diretamente ao plenário da Câmara dos Deputados, sem passar previamente pelas comissões temáticas. A medida, porém, ainda não representa a aprovação do conteúdo da proposta. Os deputados ainda precisam votar o mérito do projeto e eventuais alterações antes que o texto possa seguir para análise do Senado Federal.

A discussão ocorre às vésperas dos leilões de reserva de capacidade com baterias, previstos pelo MME (Ministério de Minas e Energia) para os dias 2 e 4 de dezembro. O primeiro certame será destinado a projetos que atendam aos requisitos mínimos de conteúdo nacional, enquanto o segundo permitirá a participação dos demais sistemas de armazenamento elegíveis.

Entidades do setor elétrico defendem a alteração

Em manifestação conjunta, associações como ABSAE (Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia), ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) e ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias) argumentam que a contratação de reserva de capacidade deve observar critérios de isonomia e neutralidade tecnológica, independentemente da solução utilizada.

Para essas organizações, a aprovação do projeto pode contribuir para ampliar a segurança jurídica e a previsibilidade dos investimentos em armazenamento de energia. “A aprovação do PL é fundamental para restabelecer a isonomia entre as tecnologias e ampliar a segurança jurídica dos investimentos”, destacou a ABSAE em publicação nas redes sociais.

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Henrique Hein
Sobre o autor
Henrique Hein

Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

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