Cientistas indicam melhor técnica de resfriamento de painéis solares

Os resultados apontaram que o resfriamento ativo com água é a técnica mais eficaz

Melhorar as técnicas de resfriamento dos módulos solares. Este é o objetivo de um grupo de pesquisadores internacionais, que está buscando a solução ideal para implementar no setor fotovoltaico e ajudar as empresas.

Os resultados obtidos apontaram que o resfriamento ativo com água é a técnica mais eficaz, enquanto os sistemas passivos, apesar de fáceis de aplicar, ainda têm possibilidades limitadas.

No artigo, escrito por cientistas da Universiti Malaysia Pahang, do Instituto Nacional de Tecnologia Maulana Azad da Índia e da Rússia South Ural State University, eles comentaram que para construir sistemas de refrigeração eficientes é necessário equilibrar o alto custo inicial com maior desempenho, custos de manutenção do dispositivo, a falta de testes padrão e mitigação dos riscos de hotspots.

“Se um sistema for projetado sem levar em consideração as influências ambientais, os custos de manutenção do dispositivo podem superar os benefícios de uma melhor saída de energia. As tecnologias baseadas em ar e água estão bastante maduras e já foram amplamente documentadas entre todos os sistemas de resfriamento. No entanto, os sistemas baseados em refrigerante e tubos de calor continuam a sofrer, mas ainda existem alguns problemas técnicos de custo que proíbem seu uso em grande escala”, disseram os pesquisadores.

Métodos ativos

Quanto aos métodos ativos, os acadêmicos acrescentaram que especialmente o resfriamento com água é uma técnica de resfriamento fácil e eficaz, ressaltando que as pesquisas sobre o assunto devem continuar. Porém, segundo eles, essas tecnologias também são definidas como não práticas, já que a área ao redor do sistema fotovoltaico deve ter um suprimento constante de água fria e o conjunto a ser resfriado deve ter escala para compensar os custos da energia necessária.

De acordo com os pesquisadores, os métodos passivos, embora incluam componentes extras, como tubos de calor, pias ou trocadores, são apontados como relativamente fáceis e econômicos de produzir e, em simultâneo, com possibilidades limitadas.

Futuro

O estudo concluiu que a direção futura do desenvolvimento de tecnologia deve se concentrar no desenvolvimento de métodos de resfriamento híbrido, com o objetivo principal de manter a temperatura da superfície baixa e estável.

“As pesquisas futuras devem ter como intuito focar em uma das duas técnicas promissoras, resfriamento ativo de água e duto de calor combinado e resfriamento de dissipador”, apontou o grupo de cientistas.

Fonte: PV Magazine

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Mateus Badra
Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020.

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