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Claro lança nova licitação de usinas fotovoltaicas

A companhia estima comprar, por meio de leilão eletrônico, 25 MW médios

Autor: 17 de julho de 2020julho 27th, 2021Brasil
Claro lança nova licitação de usinas fotovoltaicas

A Claro abriu sua quinta licitação de usinas para a compra de energia por meio da GD (geração distribuída), em contratos de médio e longo prazo, com entrega prevista a partir do ano que vem.

A companhia estima comprar, por meio de leilão eletrônico, 25 MW médios. A decisão é tomada visando aproveitar as atuais regras da GD, já que há perspectivas de mudança legal no próximo ano.

Desde dezembro do ano passado, a Claro recebeu da GreenYellow, empresa multinacional especializada em eficiência energética e energia solar, quatro instalações fotovoltaicas no país, localizadas em Padre Bernardo (GO), Goianésia (GO), São José do Belmonte (PE) e São João do Piauí (PI).

Juntos, os quatro projetos têm 19,26 MWp de potência instalada e devem produzir 38,76 GWh anuais. A empresa garantirá monitoramento e gestão da usina durante a vigência do contrato.

Para Pierre-Yves Mourgue, diretor-presidente da GreenYellow no Brasil, as mudanças que devem ocorrer em 2021 estimulam as empresas do setor a buscar novos contratos agora. “A regra de GD vai mudar e não sabemos exatamente qual vai ser. Então, vamos tentar fechar o máximo possível de projetos antes que mude. Estamos colocando uma força para convencer os clientes que ainda não se decidiram dizendo que aproveitem esse momento, não esperem, porque amanhã pode ser tarde demais”, afirma Mourgue.

O executivo ainda acrescenta que, no caso dos contratos oferecidos pela Claro, a maior atratividade é a experiência da empresa com fontes renováveis e a companhia já ter testado o modelo de negócio. “É um parceiro que conhece e domina bem o negócio, tem um bom entendimento. É o número um em termos de GD no Brasil, foram os pioneiros”, destaca.

Hamilton da Silva, diretor de Infraestrutura da Claro, ressalta o crescimento e o amadurecimento do setor nos últimos anos. “Nossa percepção é de que, quando fizemos a primeira rodada, havia um perfil de investidor diferente do que estamos vendo agora. Tínhamos fornecedores pequenos, muito empreendedores, e que estavam em nível de aceitação de risco bastante elevado em um mercado que começava a surgir. Quase não vemos esse perfil agora. O que vemos é um mercado muito mais profissional, com a entrada de investidores renomados e profissionalizados, com alta capacidade financeira e atentos ao mercado nacional, inclusive investidores de fora”, relata.

Pedro Dante, advogado especializado em assuntos regulatórios relacionados ao setor de energia, ressalta o pioneirismo da companhia. “A Claro foi pioneira no desenvolvimento de projetos e negócios de autoconsumo remoto, e certamente tem grande peso na contribuição do aumento da GD no país, incentivando outros players, que ingressaram no setor de energia fotovoltaica e passaram a investir em sustentabilidade e em redução de custos”, destaca o advogado da área de energia do Demarest, responsável pela estruturação do modelo contratual.

Bernardo Marangon, sócio da Exata Energia – consultoria especializada em regulação e análise de investimentos no setor elétrico, destaca o papel da Claro no setor. “A Claro revolucionou o mercado de autoconsumo remoto de GD no Brasil. Foi por meio da companhia que viabilizei 4 MW de energia solar em Taubaté, que agora é operado pela EDP Grid, e conheci meus sócios da Exata, que são os fundadores da Prime Energy, assessora de mercado livre e geração distribuída da Claro. A empresa tem sido pioneira deixando um legado importante para o país”, destaca Marangon.

Expansão da Claro em fontes renováveis

A Claro tem o objetivo de ter aproximadamente 80% de sua demanda de energia de fontes renováveis até 2021. A companhia firmou parceria com a multinacional GreenYellow após a aquisição de quatro contratos de compra e venda de energia de longo prazo (PPA), que contemplam o aluguel das usinas.

O objetivo é a entrega de nove usinas, sendo que quatro já estão em fase adiantada de obras e devem entrar em operação ao longo dos próximos meses, enquanto a nona planta tem cronograma previsto para o início do ano que vem.

Com isso, a GreenYellow deve entregar um total de 45 MWp à Claro, aproximadamente 90 GWh de produção anual. O objetivo da companhia é garantir mais de 600 GWh por ano para atender às necessidades energéticas de suas instalações espalhadas por todo Brasil.

Ericka Araújo

Ericka Araújo

Desde 2020, acompanha o mercado fotovoltaico. Possui experiência em produção de podcast, programas de entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Em 2019, recebeu o Prêmio Jornalista Tropical 2019 pela SBMT (Sociedade Brasileira de Medicina Tropical) e o Prêmio FEAC de Jornalismo. Já atuou como repórter e apresentadora da Rádio Brasil Campinas. Formada pela PUC Campinas.

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