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Companhia desenvolve projeto que otimiza O&M de usinas

Resultados serão referência técnica e experimental para evolução e criação de produtos e serviços

Autor: 17 de novembro de 2020Tecnologia e P&D
Companhia desenvolve projeto que otimiza O&M de usinas

A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) anunciou que firmou uma parceria com outras empresas do setor elétrico para viabilizar um projeto de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento).

O objetivo é desenvolver um sistema de protótipo intitulado SRIG (Sistema de Registro de Informações Gerenciais), composto por um conjunto de módulos de hardware e software que viabiliza o registro de informações gerenciais para apoio à O&M (Operação e Manutenção) de usinas de geração.

A iniciativa, realizada em conjunto com a AQTech e a COPPEX, visa aperfeiçoar o protótipo obtido no projeto “GT 335 – DE Sistema de Registro de Informações Gerenciais para Pequenas Centrais Hidrelétricas”, buscando melhorias da especificação e do desenho e arquitetura do produto, eliminando dificuldades identificadas para reprodução e aplicação em escala.

“O projeto engloba a aplicação piloto do produto cabeça de série na máquina 4 da UHE Sá Carvalho, localizada no município de Antônio Dias, na região do Vale do Rio Doce (MG). Após a conclusão, vamos obter um sistema que poderá ser usado como modelo para melhoria dos processos internos de geração de energia e de gestão das usinas, por meio do monitoramento permanente dos sistemas de geração, com disponibilização de informações gerenciais”, disse a Cemig em nota.

Resultados

Segundo Pedro Resende, engenheiro de Planejamento de Manutenção Mecânica da Geração da Cemig e gerente do projeto pela companhia, os resultados da pesquisa serão referência técnica e experimental para a evolução e criação de produtos e serviços voltados a aplicações em plantas de geração.

“Atualmente, as hidrelétricas representam cerca de 70% da geração de energia no Brasil, o que demostra a importância de se aproveitar melhor esta capacidade, considerada uma fonte renovável com impactos ambientais relativamente reduzidos”, destacou Resende.

Para o especialista, observa-se no mercado internacional uma tendência mais agressiva do setor de comercialização da energia, onde são aplicados sistemas complexos de acompanhamento da demanda, de monitoramento da geração e de otimização da rentabilidade das usinas de energia elétrica. “Esta tendência conduz a um reflexo no mercado brasileiro, que oportuniza espaço para as soluções como a proposta neste projeto”, concluiu.

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de um ano, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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