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Consumo de energia elétrica teve alta de 8,5% em novembro, afirma EPE

Estudo afirma que as ondas de calor contribuíram para o aumento do consumo de eletricidade

Autor: 4 de janeiro de 2024fevereiro 15th, 2024Setor Elétrico
4 minutos de leitura
Consumo de energia elétrica teve alta de 8,5% em novembro, afirma EPE

Foto: Envato elements

O consumo nacional de energia elétrica em novembro foi de 46.407 GWh, aumento de 8,5% em comparação com novembro de 2022, e pelo segundo mês consecutivo, o maior consumo de toda a série histórica desde 2004. É o que apontou a Resenha Mensal da EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

Segundo a EPE, o consumo industrial avançou e contribui para a alta da energia elétrica. No acumulado em 12 meses, o consumo nacional registrou 527.073 GWh, alta de 7,5% em comparação ao período anterior. 

O estudo afirma que as ondas de calor contribuíram para o aumento do consumo de eletricidade. Consumo das classes residencial e comercial registram taxas de expansão superiores a dois dígitos pelo segundo mês consecutivo. 

Gráfico: EPE

Consumo Industrial

O consumo industrial totalizou 15.968 GWh de eletricidade, que cresceu 3,7% em novembro, em comparação com o mesmo período de 2022  e registrando a maior taxa dos últimos 24 meses.

O Nordeste se destacou com um aumento de (+10,2%), seguido por Centro-Oeste (+5,6%), Sul (+4,0%) e Sudeste (+2,8%). Apenas a região Norte teve uma redução de (-2,6%) . O movimento da alta do consumo se disseminou pela indústria em novembro.

Consumo residencial

Com relação a classe residencial, o consumo de energia elétrica foi de 14.787 GWh em novembro, maior valor já registrado desde o início da série histórica da EPE em 2004.  O consumo teve alta de 14,2% em relação ao mesmo mês de 2022. 

Segundo o estudo, o consumo das residências foi impactado pelo uso de aparelhos de climatização, em função do calor e do clima mais seco em grande parte do território nacional. 

Todas as regiões tiveram aumento do consumo em novembro em comparação ao mesmo período anterior. O Centro-Oeste (+26,1%), Norte (+25,5%), Sudeste (+13,3%), Nordeste (+11,0%) e Sul (+8,6%). 

Os dez maiores destaques na expansão do consumo ocorreram no Amapá (+106,8%), Goiás (+31,5%), Roraima (+28,0%), Mato Grosso (+27,8%), Amazonas (+26,5%), Mato Grosso do Sul (+25,7%), Rondônia (+25,3%), Minas Gerais (+23,6%), Piauí (23,4%) e Tocantins (+20,2%). 

Consumo comercial

O consumo da classe comercial teve uma expansão de 11,2% em novembro de 2023, atingindo  8.608 GWh, foi o maior valor registrado de consumo para a classe desde 2004.

Os maiores destaques no acréscimo do consumo ocorreram nas regiões Sudeste (+13,8%) e Norte (+13,2%), seguidas pelo Sul (+9,9%), Centro-Oeste (+8,9%) e Nordeste (+5,0%). Amapá (+23,5%), Espírito Santo (+22,9%), Minas Gerais (+19,0%), Pará (+16,9%), Goiás (+16,6%), Paraná (+15,7%) e Roraima (+15,2%).

Ambiente de contratação

Quanto ao ambiente de contratação, com 18.135 GWh, o mercado livre respondeu por 39,8% do consumo nacional de energia elétrica em novembro, registrando um crescimento de 9,0%  no consumo e de 22,0% no número de consumidores, na comparação com novembro de 2022.

O Nordeste registrou a maior expansão do consumo (+17,3%), enquanto o Centro-Oeste (+34,4%), do número de consumidores.

Segundo a resenha mensal, “além da migração de consumidores do mercado regulado, também contribuíram para o resultado no mercado livre a expansão no consumo da indústria, em especial dos mais eletrointensivos, e na parcela livre da classe comercial”.

Já o mercado cativo das distribuidoras, com 27.925 GWh, respondeu por 60,2% do consumo nacional de eletricidade em novembro, alta de 8,1% na comparação com 2022, enquanto o número de unidades consumidoras aumentou 2,3% no período, apesar da migração de consumidores para o mercado livre.

No mercado regulado, o Centro-Oeste teve a maior expansão do consumo de (+15,9%), enquanto o Nordeste (+3,3%), do número de consumidores. 

Gráfico: EPE


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Yvana Leitão

Yvana Leitão

Produtora do Podcast Papo Solar. Possui experiências em matérias jornalistas para revista e para site, e entrevistas. Graduanda em jornalismo pela Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação de Campinas.

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