A inflação oficial do Brasil perdeu força em junho, mas a conta de luz voltou a exercer pressão sobre o bolso dos consumidores, mostram dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
De acordo com o órgão, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,16% no mês passado, abaixo dos 0,58% registrados em maio. No acumulado do ano, o índice alcançou 3,36%, enquanto a inflação em 12 meses desacelerou para 4,64%, ante 4,72% no período imediatamente anterior.
Apesar da desaceleração do índice, a energia elétrica residencial foi novamente o subitem de maior impacto individual sobre o IPCA.
Os preços da eletricidade subiram 1,53% em junho, impulsionados pela manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, além dos reajustes tarifários aplicados em concessionárias de Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte.
O IBGE também destacou que a alta de 5,61% registrada no Rio de Janeiro refletiu o retorno do reajuste tarifário de 15,10% autorizado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) para uma das distribuidoras do estado, conforme despacho publicado em junho.
A pressão da energia sobre a inflação, no entanto, foi parcialmente compensada pela queda dos preços dos alimentos e dos combustíveis. O grupo Alimentação e bebidas, que representa 21,75% do IPCA, recuou 0,24% e foi o único dos nove grupos pesquisados a apresentar variação negativa, contribuindo com -0,05 ponto percentual para o resultado do mês.
Já os combustíveis registraram redução média de 0,48%, ajudando a conter o avanço do índice. Embora a inflação tenha desacelerado em junho, o acumulado de 4,64% em 12 meses permanece acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central, de 3%, cujo intervalo de tolerância varia entre 1,5% e 4,5%.
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