A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) colocou em operação, na última quinta-feira (16), uma usina solar fotovoltaica na Estação Calmon Viana, com potência instalada de 86,50 kWp.
A unidade atende às linhas 11-Coral e 12-Safira e integra a estratégia da companhia de ampliar o uso de energia limpa em sua operação ferroviária.
O projeto foi viabilizado por meio da Chamada Pública de Projetos de Eficiência Energética da EDP São Paulo, garantindo um investimento a fundo perdido de R$ 519.157,89 para a implantação do sistema.
A iniciativa reforça o movimento da companhia em direção à autogeração e à redução de custos operacionais com energia elétrica.
Além dessa unidade, a CPTM também trabalha na instalação de uma segunda usina solar na Estação Engenheiro Goulart, com potência de 134,55 kWp e previsão de entrega para junho.
Esse projeto conta com recursos não reembolsáveis de R$ 1.039.633,65 obtidos em chamada pública da Enel SP, incluindo ainda a modernização de sistemas de iluminação e climatização em 16 estações.
Sustentabilidade
A implantação das usinas solares integra um conjunto mais amplo de iniciativas voltadas à sustentabilidade, informa a CPTM.
A companhia, que transporta cerca de 1,2 milhão de passageiros por dia, tem procurado reforçar a mobilidade urbana de baixo carbono, ao combinar eficiência operacional com menor impacto ambiental.
Em 2024, a CPTM registrou emissões totais de 37.379 toneladas de CO₂ equivalente, considerando fontes diretas e indiretas. Em paralelo, o sistema ferroviário apresentou elevada eficiência climática, com índice de apenas 3,3 g de CO₂ equivalente por passageiro por quilômetro — valor 96% inferior ao de um ônibus urbano movido a diesel.
Na prática, isso significa que uma viagem de trem pode emitir até 27 vezes menos carbono do que o mesmo trajeto realizado por ônibus, reforçando a relevância do modal ferroviário na agenda de descarbonização do transporte urbano.
Iniciativas ambientais
Além da geração de energia renovável, a CPTM também desenvolve ações de restauração ecológica, como a identificação de mil árvores matrizes no Parque Estadual da Serra do Mar e a produção de 73 mil mudas nativas em uma área de 160 hectares, contribuindo para a preservação da Mata Atlântica.
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