Artigo publicado na Revista Canal Solar – Vol. 6, Nº 6, Outubro/2025
A transição energética trouxe vários desafios à operação dos sistemas de transmissão e principalmente para o sistema de distribuição. Para a transmissão, o acompanhamento da carga por agentes de geração ficou mais difícil em função da intermitência das fontes primárias especificamente fontes eólica e solar.
Com a dificuldade de prever o despacho dessas fontes, a geração hidráulica e térmica tradicional tiveram mais um fator de incerteza na composição do balanço de carga-geração.
Esta incerteza também tem perturbado a adequação da rede de transmissão para atender estas oscilações não-controláveis de geração criando variações significativas de fluxo e tensão. Estas variações modificam condições do sistema pré-falta aumentando o conjunto de cenários nos estudos de estabilidade e confiabilidade da rede.
Voltando no tempo, com a desverticalização ocorrida na década de noventa, a gestão da rede de transmissão foi dividida em proprietários de rede (transmissoras) e operadores de rede (ISO – Independent System Operator também chamado de TSO – Transmission System Operator).
A ideia foi desvincular as duas funções para trazer neutralidade na operação sistêmica da rede e uma certa tranquilidade na construção do mercado de energia elétrica onde o ISO seria um órgão neutro liberando o acesso aos agentes de geração e consumo.
Alguns países mantiveram a propriedade e operação sistêmica na mesma companhia, como a própria Inglaterra que foi a pioneira no processo de reestruturação. No entanto, no ano passado este país mudou esta estrutura criando o NESO (National Energy System Operator) e a antiga NGC (National Grid Company) que desempenhava as duas funções acabou ficando apenas com a propriedade dos ativos.
O Brasil, desde a Lei 9648 de 1998, já havia instituído o ONS que faz a operação sistêmica da rede de transmissão além de definir os despachos das centrais predominantes na época, as hidráulicas e as térmicas. Com a entrada significativa da geração distribuída, baterias, carros elétricos, na distribuição, esta rede começa a ter características similares aos sistemas de transmissão pois até então só existiam cargas.
As distribuidoras eram as grandes coletoras de energia na transmissão e a distribuía para os consumidores finais. Com esta função, sistemas radiais representados pelas redes primárias e secundárias tornavam o sistema mais simples na medição, proteção e controle pois o fluxo era unidirecional.
A maioria das distribuidoras e cooperativas de distribuição eram donas das suas redes e operavam o sistema para entregar a energia. Com a entrada de injeção de potência nos vários pontos da rede, as distribuidoras começam a vivenciar grandes desafios com fluxos variando significativamente e em sentidos opostos.
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Respostas de 2
Toda hora inventam um órgão novo, uma bandeirinha nova, uma taxinha nova, a verdade é que tem atravessador demais nesta conversa, o contribuinte está carregando gente demais no sistema elétrico, geradoras, transmissoras, distribuidoras, financistas, é muita gente lucrando para pouca gente trabalhando.
Já passou a hora de começar a enxugar o sistema elétrico, quanto menos atravessadores, menos lucros precisaremos pagar, e menos gente sangue suga nas costas do contribuinte.
A falta de vergonha desta gente já passou do limite máximo tolerável.
A verdade é que tem muita empresa ganhando dinheiro nas costas do contribuinte.
Esta na hora de enxugar o sistema, geradora, transmissora, distribuidora, é muito atravessador para ser sustentado pela população.