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Energia solar e agronegócio: tendências e aplicações para 2024

Diretor Latam da AESOLAR destaca que a energia solar no campo é voltada para diversas soluções

Autor: 20 de dezembro de 2023Brasil
5 minutos de leitura
Energia solar e agronegócio: tendências e aplicações para 2024

Foto: Divulgação/Next2Sun

O setor de energia solar tem registrado um crescimento exponencial no Brasil e uma das principais esferas da economia nacional, o agronegócio, vem acompanhando essa tendência cada vez mais de perto.

Dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) apontam que os consumidores rurais correspondem hoje a quase 15% do total de 25,2 GW de potência solar instalada no país por meio de sistemas de GD (geração distribuída).

Ao todo, já são 3,6 GW instalados por 197 mil conexões no meio rural. Somente neste ano, a classe de consumo foi responsável pela adição de mais de 1 GW de potência ao país.

Tratam-se, portanto, de números que revelam apenas que o setor rural tem cada vez mais se interessado pela geração própria de energia, como forma de reduzir custos e aumentar a eficiência produtiva.

Aplicações

Em entrevista ao Canal Solar, Ramon Nuche, diretor Latam da AESOLAR, explica que o uso de energia solar no campo pode ser voltado para as mais diversas aplicações, como na irrigação do plantio; na refrigeração da safra; carnes; laticínios e outros produtos; na regulação de temperatura para o cuidado animal; iluminação; segurança da propriedade rural; telecomunicações, entre outros.

Segundo ele, essas aplicações são das mais diversas, desde usinas solares flutuantes, na qual os painéis pairam sobre a água, até a aplicação de placas em paralelo à plantação.

Ramon Nuche, diretor Latam da fabricante alemã AESOLAR. Foto: Divulgação/ AESOLAR

Nuche explica também que a fonte contribui para o combate à emissão de gases do efeito estufa e reparação do meio ambiente, ao permitir a preservação de recursos naturais e melhor aproveitamento do espaço rural.

Por esse motivo, a AESOLAR, por exemplo, é uma das empresas que têm olhado com mais carinho para esse tipo de mercado, que na sua visão tende a crescer com muito mais força a partir de 2024.

Novo produto

Ao Canal Solar, o diretor da AESOLAR também falou sobre as expectativas da empresa para o agronegócio em 2024 e disse que uma das grandes novidades que a companhia está trazendo para o Brasil é o módulo fotovoltaico TERRA.

“Esse produto vem com um novo arranjo entre células, no qual é possível aproveitar melhor a área quando falamos em instalação em solo. Dentro do TERRA temos um arranjo de diodos diferentes, que permite diminuir o espaçamento entre strings e limitar a perda por sombreamento em determinadas horas do dia”, comentou.

A nova tecnologia também conta, segundo Nuche, com outros diferenciais, como uma durabilidade 72% maior contra microfissuras a partir da pressão de vento e a possibilidade de utilizá-lo na posição vertical.

“Temos, com isso, um produto que pode ser aplicado também como cercamento de propriedades, o que garante que 100% da bifacialidade seja aproveitada”, disse ele, conforme ilustra a imagem abaixo.

Foto: Divulgação/Next2Sun

O novo módulo já está em produção tanto na fábrica, na Europa, como na Ásia, e está disponível para aquisição no modelo de tecnologia de célula PERC. Até o final do primeiro trimestre, a empresa terá o produto também na versão de células N-Type.

Incentivos

Como forma de impulsionar a sustentabilidade no universo agro, o Governo Federal também tem incentivado o uso de energia solar no campo, por meio do Plano Safra 2023-2024, que prevê um montante de R$ 364 bilhões para investimentos em projetos do agronegócio, com importantes linhas de crédito para quem quer investir em um agro mais ecológico.

Uma dessas linhas é o RenovAgro, que financia a adoção de práticas conservacionistas, a recuperação de áreas degradadas, e também sistemas para geração de energias renováveis, entre elas a fotovoltaica.

Foto: Divulgação/Next2Sun

De acordo com Nuche, como o setor agropecuário enfrenta muitas intempéries, como chuvas, ventos, inundações e pragas, além dos incentivos, é importante que o integrador na hora de escolher um parceiro para a implementação de um projeto fotovoltaico esteja atento à qualidade dos produtos antes de qualquer outra coisa.

Segundo ele, hoje existem relevantes certificações que garantem a segurança e eficácia dos produtos, como é o caso do PV Evolution Labs (PVEL), principal laboratório independente do setor fotovoltaico global, entre outros. Exigir das empresas certificados como esses é de suma importância.

Por esse motivo, para 2024, Nuche acredita que as expectativas para o setor fotovoltaico continuam otimistas, com o agronegócio apresentando uma tendência de elevação natural de demanda, ainda mais com o fim dos descontos nas tarifas de energia elétrica rural e as facilidades para obtenção de financiamento disponíveis para o setor solar.

 

Henrique Hein

Henrique Hein

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como repórter do Jornal Correio Popular e da Rádio Trianon. Acompanha o setor elétrico brasileiro pelo Canal Solar desde fevereiro de 2021, possuindo experiência na mediação de lives e na produção de reportagens e conteúdos audiovisuais.

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