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Energia solar gera empregos, sustentabilidade e ajuda indústria a crescer

Ao Canal Solar, Oswaldo Lopes, da ifm electronic, revela os principais benefícios que a fonte está gerando para o setor

Autor: 15 de junho de 2023Entrevistas
4 minutos de leitura
Energia solar gera empregos, sustentabilidade e ajuda indústria a crescer

Oswaldo Lopes, gerente nacional de mercado da ifm electronic

Uma condição fundamental para que empresas de qualquer segmento se mantenham ativas e saudáveis no mercado é conseguir realizar um bom planejamento financeiro, sabendo controlar gastos sem deixar de investir recursos em melhorias. 

Contudo, no caso das indústrias, a alta demanda por energia para produção de produtos e equipamentos acaba elevando a conta de luz e se tornando um dos grandes obstáculos a serem superados pelas companhias. 

Um estudo divulgado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) mostra, por exemplo, que o custo com energia elétrica representa, em média, cerca de 40% dos gastos totais das empresas do setor industrial brasileiro. 

Por esse motivo, a procura por sistemas de energia solar, capazes de reduzir em até 95% o valor da tarifa de luz, passou a ser algo cada vez mais comum no segmento. 

Em entrevista ao Canal Solar, Oswaldo Lopes, gerente de mercado águas e energia da ifm electronic, empresa que desenvolve produtos, softwares e sistemas para a automação industrial, destaca os principais benefícios que os investimentos em energia solar vêm gerando ao setor ao longo dos últimos anos no Brasil.   

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

Foto: Freepik

Como a indústria, de uma maneira geral, têm avaliado o papel da energia solar ao longo dos últimos anos? Quais os impactos de sua implementação no dia a dia das empresas?

O mercado de energia solar no Brasil vem crescendo ano após ano, iniciando as atividades focadas em residências e pequenos comércios através da geração fotovoltaica e atualmente expandindo no ramo industrial. Pequenas empresas estão utilizando a energia solar, com foco principal na sustentabilidade e também para gerar economia financeira.

Já em industriais de médio e grande porte, a utilização é ainda maior quando a logística de suas instalações não ajudam no sistema tradicional, tendo como exemplo principal os campos de agricultura, onde há necessidade de energia para o maquinário mas o campo instalado não suporta, sendo assim eles iniciaram a utilização de gerar energia via placas solares.

Qual é o retorno que a energia solar tem oferecido financeiramente para a indústria brasileira? Onde essa economia tem sido mais reinvestida? Equipamentos, geração de empregos ou outro ponto específico?

Além da parte financeira, temos o ganho da tecnologia, pois a geração de energia solar não tem a necessidade de grandes instalações. A única matéria-prima são os raios solares. Esses ganhos estão sendo reinvestidos em novos maquinários e, com novos maquinários, há necessidade de novos profissionais, tornando-se assim uma fonte de geração de empregos e oportunidades.

Na sua opinião, a indústria tem optado mais pela geração de energia através das usinas de geração própria (GD), grandes usinas (GC) ou do Mercado Livre de Energia?

Até o momento, as indústrias de diversas formas estão investindo em sua própria geração, sendo elas solar, eólica ou até mesmo por derivados de bagaços de matéria prima, como no caso de usinas de cana de açúcar. Isso reduz muito a utilização e a contratação de subsídios extras de energia para certas aplicações dentro de sua própria indústria.

Como o senhor avalia a criação de um possível Mercado de Carbono no Brasil para as indústrias pensando nas metas mundiais de descarbonização?

O tratado da convenção das Quatro Nações sobre o tema mudança do clima tornou o assunto mais abrangente devido ao nível de emissão de gases, sendo assim existem alguns planos econômicos para auxiliar e ressarcir algumas indústrias pela redução de emissão dentro de suas operações.

Esses ressarcimentos financeiros serão em forma de créditos de carbono, ou seja, a indústria que emite mais gases efeito estufa terá que adquirir mais créditos de CO2, as que emitem menos não terão a necessidade de tal aquisição. Contudo, o Brasil atualmente está entrando com muita força no tema Hidrogênio Verde para exportação e este tema será o início de um processo em massa de descarbonização e umas das melhores fontes renováveis de energia.

Henrique Hein

Henrique Hein

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como repórter do Jornal Correio Popular e da Rádio Trianon. Acompanha o setor elétrico brasileiro pelo Canal Solar desde fevereiro de 2021, possuindo experiência na mediação de lives e na produção de reportagens e conteúdos audiovisuais.

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