Um estudo de caso da DAH Solar, realizado a partir da análise da usina do influenciador Lucas Gil, mostrou que sistemas fotovoltaicos podem manter alto desempenho mesmo com menor incidência solar do que a prevista em simulações de mercado. A instalação teve apoio em parceria com a empresa Nature.
A avaliação teve como objetivo comparar a geração efetiva da usina com as estimativas utilizadas no momento da venda, considerando fatores como radiação solar, condições climáticas e estabilidade da rede elétrica, além de um estudo para verificar se a usina analisada entregou, na prática, a performance prometida ao consumidor.
De acordo com a empresa, os resultados indicaram um desempenho consistente da usina, mesmo diante de um cenário de condições climáticas mais otimista utilizado pelo softwares de simulação do que os consultados em plataformas que monitoram esses dados na região.
Como referência teórica, foi utilizada a calculadora NREL PVWatts®, ferramenta amplamente adotada no setor para estimar a produção de energia com base em dados solarimétricos locais, características do sistema e séries históricas meteorológicas.
Já os dados reais de geração foram coletados diretamente por meio do sistema de monitoramento da unidade, refletindo o desempenho real da usina sob as condições climáticas da região.
A comparação entre esses conjuntos de dados permitiu quantificar a diferença entre a energia estimada e a efetivamente gerada, além de validar o desempenho do sistema e seu índice de eficiência operacional.
O sistema analisado é composto por três unidades do microinversor DHN-SU1K5T-G1, que é associado a módulos de 620 W, que tem uma integração otimizada entre módulos e microinversores, além de oferecer MPPT a nível de módulo, aumentando consideravelmente a geração do sistema e tendo melhor performance do sistema, como será visto neste artigo.
Para contextualizar o leitor, a radiação solar real registrada na região foi 26,7% inferior aos índices utilizados em projeções de mercado (softwares de simulação). Ainda assim, os dados do monitoramento, em conjunto com sua projeção a partir dos dados reais, indicam uma geração anual de 7.848 kWh no ano.
Nesse mesmo período, o cenário mais otimista de simulação no início do projeto indicava 7.921 kWh, o que mostra que o sistema atingirá cerca de 99% da meta estimada do cenário mais otimista. Isso mesmo a simulação considerando uma radiação solar 26,7% maior que a radiação consultada no CRESESB, que leva em conta os índices de irradiação no da região.
No recorte mensal, por exemplo, o sistema apresentou estabilidade, com média de geração de 654 kWh por mês entre novembro e janeiro de 2025/2026.
Segundo a DAH Solar, um dos fatores que contribuíram para o desempenho foi o uso da tecnologia Solar Unit, que já chega dimensionada de fábrica, garantindo que os parâmetros elétricos operem dentro dos limites nominais e extraiam o máximo de geração dos módulos, aumentando a eficiência do sistema.
Na análise, este modelo contribuiu para a resiliência do sistema, especialmente diante de instabilidades externas. Durante o período analisado, foram registradas 263 falhas de rede (sobretensão) associadas à concessionária, sem comprometer de forma significativa a disponibilidade da usina.
Outro ponto apontado pela empresa foi a performance dos microinversores, que registraram produção média de 7,16 kWh por dia por equipamento, índice considerado superior aos padrões de mercado.
Na observação da empresa, esse desempenho contribuiu diretamente para a melhoria do ROI (Retorno Financeiro), acelerando o payback do investimento.
A companhia também avaliou o comportamento da usina em dias de alta precipitação. Mesmo com registros de chuvas significativas, o sistema manteve níveis consistentes de geração.

“Notamos que mesmo em dias bem chuvosos o equipamento performou bem atingindo valores próximos aos dias com precipitações baixas, vale ressaltar que a geração total no dia ainda é afetada por outros fatores, como por exemplo disponibilidade de rede. Acompanhando a geração no mês de janeiro, que foi chuvoso, notamos também que a performance do sistema se manteve acima da média simulada, o que mais uma vez comprova a eficácia do sistema”, destacou a empresa.

“A análise técnica valida que a Usina Lucas Gil não apenas cumpre o prometido, mas excede as expectativas de eficiência. Uma solução que envolve uma tecnologia resiliente, capaz de extrair o máximo de rentabilidade, mesmo sob condições climáticas e elétricas desfavoráveis”, concluiu a fabricante.
Para a companhia, a análise final também indicou que a usina apresentou desempenho superior ao esperado, especialmente quando comparados os dados solarimétricos utilizados nas simulações com os registros reais de monitoramento regional (CRESESB).
Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.