A estatal chinesa CGN Brazil Energy e o PIT (Piauí Instituto de Tecnologia) oficializaram na última quinta-feira (28) um projeto de pesquisa e desenvolvimento para avaliar a viabilidade da tecnologia CSP (Concentrated Solar Power) com armazenamento térmico no Piauí.
Segundo o governo estadual, a iniciativa terá duração de seis meses e irá analisar aspectos regulatórios, técnicos, industriais e econômicos da tecnologia, que é considerada uma alternativa para geração renovável despachável com capacidade de armazenamento de energia.
Ao final do período, deverão ser apresentados estudos de viabilidade para a implantação de uma planta piloto de CSP no estado.
Os trabalhos também incluem a comparação de dados climáticos entre o Piauí e a China, a identificação de tecnologias com potencial de aplicação local, a avaliação da cadeia de fornecedores nacionais e a elaboração de propostas regulatórias para viabilizar a adoção da CSP no mercado brasileiro.
A tecnologia utiliza espelhos para concentrar a radiação solar e gerar calor, que pode ser armazenado e posteriormente convertido em eletricidade.
Diferentemente dos sistemas fotovoltaicos convencionais, a CSP permite o armazenamento térmico de energia, ampliando a flexibilidade operacional do sistema elétrico.
A pesquisa reúne profissionais do PIT, da CGN Brazil Energy e pesquisadores da UFPI (Universidade Federal do Piauí), UESPI (Universidade Estadual do Piauí) e IFPI (Instituto Federal do Piauí).
Rafael Jales, presidente do PIT, afirmou que o projeto é resultado da cooperação entre o Piauí e a China no setor de energias renováveis e ressaltou que aproximadamente 80% dos pesquisadores selecionados para a iniciativa são piauienses.
De acordo com Sílvia Rocha, diretora jurídica e de compliance da CGN Brazil Energy, Silvia Rocha, a companhia também já opera outros dois ativos de geração renovável, como o Complexo Eólico Lagoa do Barro e o Parque Solar Nova Olinda, que integram o Hub de Energia Renovável da empresa no Piauí.
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