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Federação das Indústrias do RN propõe avanço da indústria de armazenamento de energia

Documento entregue a candidatos nas eleições de 2026 propõe atrair fabricantes de baterias e novos projetos industriais

Federação das Indústrias do RN propõe avanço da indústria de armazenamento de energia

Portal da Indústria/Divulgação

A indústria de armazenamento de energia está entre as frentes consideradas estratégicas pela FIERN (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte) para ampliar a participação do estado na cadeia de valor da transição energética.

A proposta é atrair fábricas de baterias e sistemas de armazenamento, além de estimular projetos de grande porte, para isso, a agenda da FIERN prevê incentivos fiscais e de infraestrutura, tendo como uma das metas a atração de pelo menos um projeto-piloto em escala industrial.

A estratégia integra a “Agenda Caminhos do RN 2027-2030”, desenvolvida pela FIERN por meio do Observatório da Indústria Mais RN. O documento foi entregue aos candidatos ao Governo do Estado e ao Senado pelo Rio Grande do Norte durante o Fórum Caminhos do RN.

O movimento ocorre em um estado que possui 12,8 GW de capacidade instalada de energia eólica e 6 GW de energia solar fotovoltaica, segundo dados apresentados no material.

Informações do Sistema de Informações de Geração da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), citadas no documento, mostram ainda que o Rio Grande do Norte possui 319 parques eólicos em operação e outros 17 em construção, além de 81 usinas solares fotovoltaicas em operação e cinco em construção.

Apesar da capacidade de geração, a FIERN aponta que o aproveitamento desse potencial ainda esbarra em limitações para o escoamento da energia e na necessidade de atrair atividades econômicas capazes de consumir a produção dentro do próprio estado.

Por isso, a agenda trata a energia como uma infraestrutura para o desenvolvimento de outros setores e reúne propostas para transmissão, geração solar, eólica offshore, hidrogênio e amônia verdes e armazenamento de energia.

De acordo com a agenda , a produção de energia renovável no estado pode superar a capacidade de escoamento da rede de transmissão, com consequências econômicas para os investidores e dificuldades para a aprovação de novos empreendimentos.

Para enfrentar o problema, a FIERN propõe a expansão coordenada das linhas de transmissão, de forma a acompanhar a geração dos parques eólicos, além de uma atuação mais ativa do poder público estadual no desbloqueio de licenças e autorizações necessárias às obras.

O planejamento também prevê a elaboração e atualização das resoluções do CONEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) relacionadas ao licenciamento para instalação de parques eólicos e solares.

Para o segmento fotovoltaico, especificamente, a Federação defende o aprimoramento do marco legal para disciplinar e garantir segurança jurídica à produção centralizada de energia solar.

Na energia eólica, a tabela de metas da FIERN considera uma capacidade instalada atual de 9,9 GW e um potencial superior a 30 GW. A expansão, entretanto, é condicionada à solução do gargalo de transmissão.

A eólica offshore também aparece entre as prioridades. Segundo o documento, atualmente não existe um marco regulatório estadual para a atividade, e a direção estabelecida é aprovar essa regulamentação no curto prazo.

Entre as propostas está o direcionamento do Porto Caiçara do Norte para atender prioritariamente às atividades de montagem, manutenção e logística da cadeia offshore.

A agenda também prevê o estímulo à formação de um complexo industrial ligado ao mar e o aproveitamento dos ativos naturais do estado para oportunidades nos mercados voluntário e regulado de créditos de carbono.

A combinação entre disponibilidade de energia renovável, potencial eólico offshore e infraestrutura portuária também é apontada pela FIERN como uma oportunidade para desenvolver a cadeia de hidrogênio verde.

O segmento é classificado atualmente como inexistente no estado. Como meta, a agenda prevê a atração de projetos-âncora vinculados ao Porto Caiçara do Norte.

Para isso, a Federação propõe a criação de um marco regulatório estadual específico, o desenvolvimento de cadeias industriais derivadas e a integração entre porto, energia e indústria como instrumento para atrair investimentos.

Além das propostas, a agenda estabelece direções para o desenvolvimento das principais cadeias energéticas. Na eólica, o documento parte de 9,9 GW instalados e de um potencial superior a 30 GW, condicionando a expansão à solução das limitações de transmissão.

Para a eólica offshore, a intenção é avançar da atual ausência de regulamentação estadual para a aprovação de um marco regulatório no curto prazo. No hidrogênio verde, a meta é desenvolver uma cadeia hoje considerada inexistente por meio da atração de projetos-âncora ligados ao Porto Caiçara do Norte.

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Caique Amorim
Sobre o autor
Caique Amorim

Estudante de jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Tenho experiência na produção de matérias jornalísticas.

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