A indústria de armazenamento de energia está entre as frentes consideradas estratégicas pela FIERN (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte) para ampliar a participação do estado na cadeia de valor da transição energética.
A proposta é atrair fábricas de baterias e sistemas de armazenamento, além de estimular projetos de grande porte, para isso, a agenda da FIERN prevê incentivos fiscais e de infraestrutura, tendo como uma das metas a atração de pelo menos um projeto-piloto em escala industrial.
A estratégia integra a “Agenda Caminhos do RN 2027-2030”, desenvolvida pela FIERN por meio do Observatório da Indústria Mais RN. O documento foi entregue aos candidatos ao Governo do Estado e ao Senado pelo Rio Grande do Norte durante o Fórum Caminhos do RN.
O movimento ocorre em um estado que possui 12,8 GW de capacidade instalada de energia eólica e 6 GW de energia solar fotovoltaica, segundo dados apresentados no material.
Informações do Sistema de Informações de Geração da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), citadas no documento, mostram ainda que o Rio Grande do Norte possui 319 parques eólicos em operação e outros 17 em construção, além de 81 usinas solares fotovoltaicas em operação e cinco em construção.
Apesar da capacidade de geração, a FIERN aponta que o aproveitamento desse potencial ainda esbarra em limitações para o escoamento da energia e na necessidade de atrair atividades econômicas capazes de consumir a produção dentro do próprio estado.
Por isso, a agenda trata a energia como uma infraestrutura para o desenvolvimento de outros setores e reúne propostas para transmissão, geração solar, eólica offshore, hidrogênio e amônia verdes e armazenamento de energia.
De acordo com a agenda , a produção de energia renovável no estado pode superar a capacidade de escoamento da rede de transmissão, com consequências econômicas para os investidores e dificuldades para a aprovação de novos empreendimentos.
Para enfrentar o problema, a FIERN propõe a expansão coordenada das linhas de transmissão, de forma a acompanhar a geração dos parques eólicos, além de uma atuação mais ativa do poder público estadual no desbloqueio de licenças e autorizações necessárias às obras.
O planejamento também prevê a elaboração e atualização das resoluções do CONEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) relacionadas ao licenciamento para instalação de parques eólicos e solares.
Para o segmento fotovoltaico, especificamente, a Federação defende o aprimoramento do marco legal para disciplinar e garantir segurança jurídica à produção centralizada de energia solar.
Na energia eólica, a tabela de metas da FIERN considera uma capacidade instalada atual de 9,9 GW e um potencial superior a 30 GW. A expansão, entretanto, é condicionada à solução do gargalo de transmissão.
A eólica offshore também aparece entre as prioridades. Segundo o documento, atualmente não existe um marco regulatório estadual para a atividade, e a direção estabelecida é aprovar essa regulamentação no curto prazo.
Entre as propostas está o direcionamento do Porto Caiçara do Norte para atender prioritariamente às atividades de montagem, manutenção e logística da cadeia offshore.
A agenda também prevê o estímulo à formação de um complexo industrial ligado ao mar e o aproveitamento dos ativos naturais do estado para oportunidades nos mercados voluntário e regulado de créditos de carbono.
A combinação entre disponibilidade de energia renovável, potencial eólico offshore e infraestrutura portuária também é apontada pela FIERN como uma oportunidade para desenvolver a cadeia de hidrogênio verde.
O segmento é classificado atualmente como inexistente no estado. Como meta, a agenda prevê a atração de projetos-âncora vinculados ao Porto Caiçara do Norte.
Para isso, a Federação propõe a criação de um marco regulatório estadual específico, o desenvolvimento de cadeias industriais derivadas e a integração entre porto, energia e indústria como instrumento para atrair investimentos.
Além das propostas, a agenda estabelece direções para o desenvolvimento das principais cadeias energéticas. Na eólica, o documento parte de 9,9 GW instalados e de um potencial superior a 30 GW, condicionando a expansão à solução das limitações de transmissão.
Para a eólica offshore, a intenção é avançar da atual ausência de regulamentação estadual para a aprovação de um marco regulatório no curto prazo. No hidrogênio verde, a meta é desenvolver uma cadeia hoje considerada inexistente por meio da atração de projetos-âncora ligados ao Porto Caiçara do Norte.
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