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França construirá a maior central fotovoltaica flutuante do país

As novas instalações devem ser construídas no mesmo local onde funcionou, até o fim de 2020, uma pedreira

Autor: 3 de novembro de 2021dezembro 28th, 2021França
França construirá a maior central fotovoltaica flutuante do país

Construção poderá evitar, por ano, a liberação de cerca de 16 mil toneladas de CO₂ na atmosfera

SAARBRÜCKEN, ALEMANHA. O governo francês aprovou o planejamento para a construção da maior central solar fotovoltaica flutuante do país.

O empreendimento ficará localizado no departamento de Haute-Marnes, na região Grande Leste da França, mesmo local onde funcionou, até o fim de 2020, uma pedreira operada pela empresa Etablissements Blandin.

Com data de funcionamento prevista para 2023, o empreendimento deverá ser construído pela empresa RES e deverá ter uma capacidade de até 65,5 MW, devendo ser instalada em superfícies aquáticas provenientes das explorações realizadas pela antiga pedreira. 

A intenção é reutilizar o espaço como forma de aumentar a geração de energia através de fontes limpas, além de fomentar o número de empregos na região.

Com capacidade de fornecer energia para até 26 mil habitantes, a central deverá conter diferentes ilhas de módulos flutuantes que serão compartilhadas em um território de 127 hectares. A construção poderá evitar, por ano, a liberação de cerca de 16 mil toneladas de CO₂ na atmosfera. 

De acordo com o presidente da Etablissements Blandin, Francis Blandin, a aprovação desse projeto foi um passo importante para a gestão ambiental da antiga pedreira: 

“Nossa equipe apreciou a proposta da RES de utilizar painéis fotovoltaicos flutuantes. Esta solução permite preservar a fauna e a flora que se estabeleceu durante 40 anos. Para levar nossa abordagem ainda mais longe, foi assinado um acordo com a RES para preservar ainda mais certos setores da atividade industrial durante os próximos 30 anos. Estamos muito orgulhosos desta colaboração, que respeita a visão que tínhamos para o futuro de nossa pedreira”, afirma Blandin.

A empresa responsável pelo planejamento da central fotovoltaica flutuante, a RES, atua há 40 anos no mercado francês e em diferentes países. A empresa trabalha no desenvolvimento de construções eólicas, solares, armazenamento de energia, assim como transmissão e distribuição.

Na França, a companhia já é responsável por outros projetos, como a central fotovoltaica na região da Normandia, inaugurada em 2019, com 12,8 mil painéis fotovoltaicos e uma capacidade de 15,3 MW, produzindo eletricidade para até 6.000 residências.

Céline Spitzhorn, diretora da RES Solar, diz que a empresa deseja se tornar uma das principais dentro do setor solar na França: “Estamos orgulhosos de anunciar que recebemos a permissão de planejamento para um projeto solar flutuante de larga escala na Haute Marne. Esta primeira aprovação abre o caminho para nossos outros projetos do mesmo tipo. De fato, a RES está atualmente desenvolvendo uma série de projetos fotovoltaicos flutuantes, com um portfólio de mais de 200 MW. Com uma equipe de cerca de 50 pessoas dedicadas à atividade solar e uma rede de agências cobrindo toda a França, nosso objetivo é nos tornarmos um dos principais atuantes do setor solar na França, tanto para instalações flutuantes quanto para terrestres”, conclui a diretora.

Para a União das Indústrias de Carreiras e Materiais de Construção (UNICEM), a aprovação do projeto é uma notícia positiva para a economia local: “O surgimento de projetos solares flutuantes e terrestres expande ainda mais o campo das possibilidades pós-pedreira. Este tipo de projeto permite manter uma atividade econômica em nossa região, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento das energias renováveis e, consequentemente, para a luta contra a mudança climática. Devemos incentivar este desenvolvimento que, a longo prazo, também fornecerá energia limpa e garantirá a produção de materiais de pedreiras livres de carbono. Esperamos que este projeto conduza a outros”, declarou Rémy Moroni, presidente da UNICEM.

Daniele Haller

Daniele Haller

Vivendo na Europa há 12 anos, trabalha como jornalista correspondente para diferentes canais de comunicação no Brasil, assim como para projetos que apoiam o desenvolvimento de brasileiros no mercado de trabalho no exterior. Graduada em Jornalismo pela Estácio de Sá do Ceará em 2008.

Um comentário

  • Boa tarde Daniele,
    Sugerimos fazer uma matéria com mais detalhe técnico do projeto, custo por Kwp, capacidade de cada painel, tipo de flutuante fixo e ou com seguidor solar, altura da lâmina d’água, cabos elétricos para passagem de energia do lago para terra, inversor e transformador fixados no flutuador ou em terra, tipo de bateria a ser usado fora da geração solar etc.

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