O setor de energia registrou 46 operações de fusões e aquisições no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da KPMG. O número representa uma queda de 30,3% em relação aos 66 negócios fechados no mesmo período de 2025.
O valor das transações também recuou. Foram R$ 20 bilhões negociados entre janeiro e junho deste ano, ante R$ 26 bilhões no primeiro semestre de 2025, uma redução de 23,1%.
Das 46 operações realizadas em 2026, nove envolveram fundos de private equity e venture capital. A maior parte dos negócios foi doméstica: 39 transações ocorreram entre empresas brasileiras, enquanto sete envolveram companhias de diferentes países.
Para Paulo Guilherme Coimbra, sócio da KPMG, a queda no número de negócios veio acompanhada de uma mudança no perfil das operações. “Enquanto a geração, a bioenergia e outros segmentos tradicionais perderam ritmo, as linhas de transmissão dobraram o número de operações e Energia Tech apresentou forte crescimento”, afirma. Segundo ele, poucos negócios concentraram uma parcela relevante do valor movimentado no semestre.
Entre as transações citadas pela consultoria estão a compra de 40% da FS Bioenergia pela Amaggi, por aproximadamente R$ 4,9 bilhões, e a venda da Energisa Transmissão Tocantins e Goiás à Taesa, por R$ 1,5 bilhão. A KPMG também destaca a aquisição de 50% da Verene Energia pelo Grupo Energía Bogotá, por R$ 2,8 bilhões.
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