27 de maio de 2022
solar
No Brasil Hoje

Potencia GC SolarGC 5.02GW

No Brasil Hoje

Potencia GD SolarGD 10,7W

GD passa a ser certificada pelo programa brasileiro de energia renovável

Representantes da ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída) e do Instituto Totum assinaram o termo que inclui a GD (geração distribuída) fotovoltaica no Programa Brasileiro de Energia Renovável. A assinatura foi realizada durante o...
Autor: 15 de março de 2022abril 12th, 2022Notícias
GD passa a ser certificada pelo programa brasileiro de energia renovável

Da esquerda para a direita: Guilherme Crispim, Fernando Lopes e Carlos Café. Foto: Divulgação.

Representantes da ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída) e do Instituto Totum assinaram o termo que inclui a GD (geração distribuída) fotovoltaica no Programa Brasileiro de Energia Renovável. A assinatura foi realizada durante o 12º Fórum de Geração Distribuída Sudeste.

O evento, realizado na capital paulista pelo Grupo FRG, ocorre anualmente e reúne provedores de soluções, EPCs, integradores, distribuidores, fabricantes, profissionais e acadêmicos que têm em comum a atuação direta ou indireta na geração distribuída oriunda de fontes renováveis de energia.

O Instituto Totum é o certificador acreditado pela Secretaria de Previdência Social , que emite certificado de energia renovável, o I-RECs (International REC Standard). 

Com isso, o consumidor pode comprovar que a energia consumida é proveniente de fontes renováveis. A certificação pode ser emitida para fontes renováveis eólica, solar, hidráulica e biomassa.

Para obter o I-REC, o consumidor se baseia na quantidade de energia que utiliza. Cada REC representa uma unidade de geração de energia renovável (1 REC = 1 MWh).

Para Fernando Lopes, diretor do Instituto Totum, a importância do programa de certificação é a garantia da origem da energia produzida e comercializada. “A partir de agora a GD, que é a geração descentralizada, passa a ser um componente importante dentro do programa”, avaliou Lopes.

Segundo o presidente da ABGD, Guilherme Crispim, a certificação não só traz maior confiança para o consumidor, mas também trará mais competitividade para as empresas e as indústrias do segmento.

“O Instituto Totum é a única instituição no Brasil, hoje, que tem essa permissão. Isso também valida muito a nossa relação de parceria, pois com isso podemos ofertar aos nossos associados e para o mercado essa possibilidade de certificação”, declarou Crispim. 

O executivo adiantou ainda que existem outros projetos em parceria com o Instituto Totum. “Estamos trabalhando em conjunto com os certificados do integrador e instalador. É uma parceria de muitas outras ações”, adiantou. 

Para o vice-presidente da ABGD, Carlos Café, o certificado de energia renovável traz estabilidade e valor agregado a todo quilowatt hora produzido no sistema. 

“Poderemos comercializar esses créditos dando o devido valor ambiental e energético. Criar ferramentas como “blockchain” e moedas virtuais. Enfim, existem várias possibilidades de trazer esses certificados renováveis para o mercado, garantindo que aquela energia realmente é limpa e está sendo produzida por uma unidade renovável”, destacou Café.

Leia mais:

Carlos Bebiano toma posse do conselho fiscal da ABGD

Modelos de Geração Compartilhada potencializam a GD e democratizam o mercado

 

Como obter uma certificação I-REC?

É possível adquirir certificados de energia renovável na mesma quantidade da energia consumida pela empresa. Cada I-REC representa uma unidade de geração de energia renovável.

O ciclo de certificação no REC Brazil funciona da seguinte forma: o empreendimento deve aderir ao Regulamento do REC Brazil e assinar um contrato com o Instituto Totum, gerenciador da certificação. 

O empreendimento apresentará seu nível de aderência em relação a pelo menos cinco dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas), sendo auditado de forma documental e remota pelo Instituto Totum. 

Após uma auditoria,  caso os resultados estejam de acordo com os critérios do Programa (cada fonte de energia possui uma Norma Técnica específica), o processo é enviado para uma Comissão de Certificação, que faz a deliberação final do processo.

A partir da certificação inicial, o empreendimento pode solicitar a emissão de RECs com base na sua geração efetiva de energia comprovada pelos relatórios de medição da CCEE – conforme regras do IREC Standard.

 

Sofia Pontes

Sofia Pontes

Possui experiência em redação e edição de matérias jornalísticas, além de produção de podcast. Graduanda em Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Campinas e Bolsista Iniciação Científica da FAPESP.

Comentar

*Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Canal Solar.
É proibida a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes e direitos de terceiros.
O Canal Solar reserva-se o direito de vetar comentários preconceituosos, ofensivos, inadequados ou incompatíveis com os assuntos abordados nesta matéria.