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Google ajusta data centers para usarem mais energia solar

O objetivo é focar os esforços dos servidores em momentos com mais vento ou luz solar

Autor: 30 de abril de 2020março 16th, 2021Tecnologia e P&D
Google ajusta data centers para usarem mais energia solar

Imagine o data center do Google, conhecido como o maior buscador da internet em todo o mundo. Aliás, quando se fala em pesquisa online, logo nos vem à cabeça o site, que concentra grande parte das plataformas virtuais ativas. É muita energia, que gera bastante poluição se a fonte dela for fóssil.

Pensando em uma alternativa para reduzir a emissão de carbono na atmosfera, o Google divulgou que iniciou seu plano para que data centers aumentem o consumo de energia solar e eólica.

O gigante das buscas separou uma equipe para criar uma plataforma computacional. O objetivo é focar os esforços dos servidores em momentos com mais vento ou luz solar, para que as placas solares e as turbinas eólicas abasteçam a maior parte da necessidade energética.

Segundo a empresa, as tarefas que não são urgentes, como criar um novo filtro para o Google Fotos, adicionar novas palavras ao Tradutor ou processar um vídeo do YouTube, são os maiores exemplos de carga de processamento que pode ser feita nestes horários.

Como funciona

O Google implantou uma nova plataforma de computação inteligente para obter energia sem carbono 24×7, ou seja, todos os dias, 24 horas por dia.

Isso é feito sem hardware de computador adicional e sem afetar o desempenho dos serviços da empresa. Desde 2007, o Google é neutro em carbono e em 2019 atingiu 100% do consumo de eletricidade de suas operações com compras de energia renovável, o terceiro ano consecutivo.

Todos os dias, em todos os data centers da empresa, a plataforma inteligente em carbono compara dois tipos de previsões para o dia seguinte. A primeira é fornecida pelo Tomorrow, que prevê como a intensidade de carbono da rede elétrica local mudará ao longo de um dia. A outra é uma previsão complementar do Google, que prevê os horários de energia que um data center precisa para executar suas tarefas de computação.

Em seguida, as duas previsões são usadas para alinhar o melhor horário para a realização das tarefas de computação com o fornecimento de eletricidade com baixo carbono.

Futuro

A empresa projeta que o próximo passo desta nova forma de energia envolverá múltiplos data centerloadmoduleid L8 Energys. A ideia é de enviar carga computacional para servidores que estão em locais onde o consumo de energia renovável está maior, diminuindo a emissão de poluentes.Dados

O Google domina 94% de todo o tráfego orgânico da internet, isso sem contar redes sociais vinculadas ao buscador. Ao todo, são mais de 3,3 bilhões de pesquisas realizadas diariamente na plataforma, com 100 bilhões de buscas por mês.

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de um ano, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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