O Google anunciou em parceria com a empresa de tecnologia energética Voltus, a ampliação de um acordo para remunerar residências e empresas nos Estados Unidos que reduzirem temporariamente o consumo de energia elétrica em períodos de maior demanda.
A iniciativa prevê a formação de uma usina virtual com capacidade de 1 GW.O projeto será desenvolvido na área atendida pela PJM Interconnection, operadora de uma das maiores redes elétricas dos Estados Unidos, responsável pelo fornecimento de energia a cerca de 67 milhões de pessoas em diversos estados norte-americanos.
A proposta é utilizar a redução coordenada do consumo para liberar capacidade no sistema elétrico, contribuindo para atender ao crescimento da demanda de eletricidade, especialmente com a expansão dos data centers utilizados em aplicações de inteligência artificial.
Em contrapartida, os consumidores participantes poderão receber pagamentos em dinheiro e benefícios financeiros, incluindo economia na conta de luz.
Como vai funcionar a usina virtual?
Diferentemente de uma usina convencional, a usina virtual não depende de uma única instalação física para produzir eletricidade. O modelo reúne equipamentos e recursos energéticos distribuídos em diferentes locais, que podem ser coordenados para reduzir a demanda sobre a rede elétrica quando necessário.
No projeto do Google e da Voltus, serão utilizados recursos como termostatos inteligentes, baterias e equipamentos industriais capazes de ajustar temporariamente seu consumo de energia.
Durante os horários de pico, a Voltus poderá coordenar esses dispositivos para diminuir a quantidade de eletricidade retirada da rede, sem a necessidade de construir uma nova unidade de geração equivalente à capacidade disponibilizada.
A nova parceria representa uma expansão de dez vezes em relação ao acordo inicial de 100 MW, firmado pelas empresas no início de 2026. A iniciativa ainda poderá disponibilizar até 1.070 MW de capacidade flexível, volume comparável à potência elétrica de um reator nuclear de grande porte.
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