O Governo de São Paulo lançou um edital para a contratação e instalação de uma usina solar fotovoltaica em Águas de São Pedro, com o objetivo de atender parte do consumo de energia das instalações públicas municipais.
A chamada pública foi aberta nesta quarta-feira (10), e os interessados poderão apresentar manifestação de interesse até o dia 29 de junho.
O projeto prevê a implantação de uma usina com potência instalada de 1 MWp, conectada à rede da CPFL Paulista. O investimento estimado é de R$ 4,3 milhões, financiado por meio de recursos não reembolsáveis do Fecop (Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição).
Além de gerar energia renovável para compensar o consumo dos prédios públicos, a iniciativa deverá viabilizar a substituição do atual sistema de aquecimento de água do balneário municipal, hoje abastecido por gás liquefeito de petróleo (GLP), por um sistema elétrico. O projeto também contempla a instalação de carregadores para veículos elétricos, que poderão atender a futura frota municipal eletrificada.
Segundo a Prefeitura de Águas de São Pedro, as despesas anuais com energia, combustíveis, manutenção da frota, sistemas térmicos convencionais e demais estruturas públicas chegam a aproximadamente R$ 3 milhões por ano.
A expectativa é que a geração da usina proporcione uma redução de cerca de R$ 800 mil por ano nos gastos com energia elétrica. Além da economia direta, a compensação da energia gerada deverá criar condições para ampliar projetos de eletrificação de usos energéticos no município.
“A usina solar fotovoltaica, além de gerar energia elétrica renovável e reduzir as despesas com eletricidade da prefeitura, representa um meio para a adoção de soluções energéticas que substituem o uso de combustíveis fósseis, sem a qual não se viabilizariam”, afirmou Natália Resende, secretária da Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística).
A usina será enquadrada como minigeração distribuída na modalidade de autoconsumo remoto. Nesse modelo, a energia gerada é injetada na rede da distribuidora local e convertida em créditos que serão utilizados para compensar o consumo das unidades públicas municipais, de forma contábil.
A iniciativa faz parte da estratégia do governo paulista para ampliar o uso de fontes renováveis, reduzir emissões e estimular a eletrificação de serviços públicos municipais.
O edital pode ser acessado através deste link.
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