A alta do preço do petróleo no mercado internacional, com o barril acima de US$100,00, recolocou as energias renováveis no centro do debate sobre segurança energética e diversificação da matriz global.
O cenário de instabilidade geopolítica tem levado governos e empresas a avaliar alternativas para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. O Estreito de Ormuz, rota estratégica para transporte de petróleo, tem sido fortemente impactado pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
A Agência Reuters informou que, mesmo em meio a ataques militares e ameaças regionais, o Irã permitirá a passagem de petroleiros com bandeira indiana. Ainda assim, a tensão continua afetando o tráfego marítimo e o fornecimento global de petróleo.
Para Hudson Mendonça, CEO do Energy Summit, ampliar o uso de fontes renováveis é uma forma de reduzir as vulnerabilidades econômicas e estratégicas. “Se você tiver outras alternativas energéticas, você fica menos vulnerável a oscilações geopolíticas”, afirmou.
Segundo ele, a segurança energética tende a se tornar um dos principais motores para novos investimentos em energia solar nos próximos anos. “O que vai puxar o crescimento do investimento solar vai ser a questão da geopolítica e segurança energética”, acrescentou.
O avanço da energia solar ocorre em um contexto de aumento da demanda global por eletricidade, pressões por descarbonização e queda nos custos tecnológicos.
Mendonça avalia que a combinação desses fatores, somada à volatilidade do petróleo e à instabilidade no Estreito de Ormuz, pode acelerar projetos de geração renovável em diferentes regiões do mundo, incluindo mercados emergentes e economias industrializadas.
Geopolítica virou obrigação no mundo dos investimentos em energia
Antes da guerra e da recente escalada de conflitos no Oriente Médio, Mendonça já alertava o mercado sobre o papel estratégico da energia. Em entrevista ao Canal Solar, ele destacou que a energia deixou de ser apenas um insumo econômico e se tornou um dos principais fatores de poder no cenário internacional.
O CEO do Energy Summit explicou que, além dos conflitos globais, fatores como inteligência artificial e inovação tecnológica reposicionam o setor no centro das decisões geopolíticas. “Antes, os investimentos energéticos eram feitos prioritariamente pela lógica econômica, CAPEX, retorno e prazo de amortização, enquanto os riscos políticos eram apenas um fator de ajuste. Hoje, a lógica é oposta: a decisão começa pela geopolítica. Se o ambiente for seguro, aí sim se calcula a viabilidade econômica”, afirmou.
Geopolítica virou “novo norte” dos investimentos em energia, diz CEO do Energy Summit
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