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Impacto do coronavírus na economia chinesa terá efeito no setor de energia solar

Houve um movimento, por determinação do governo chinês, de diminuir a aglomeração de pessoas

Autor: 29 de fevereiro de 2020julho 27th, 2021Mundo
Impacto do coronavírus na economia chinesa terá efeito no setor de energia solar

A epidemia do novo coronavírus (Covid-19) impactará o setor industrial no Brasil, segundo pesquisa realizada pelo Ciesp (Centro das Indústrias de São Paulo). De acordo com um levantamento realizado pela entidade, nove em cada dez empresas do setor industrial afirmam que vão ser prejudicadas economicamente devido ao surto do novo coronavírus na China.

No setor de energia solar as expectativas são incertas. Empresas e associações esperam com otimismo a retomada do mercado. “Houve um movimento, por determinação do governo chinês, de diminuir a aglomeração de pessoas, o que impactou nas fábricas, mas essa situação já foi superada. As fábricas já retomaram e os estoques chineses já estão sendo repostos. Já no processo logístico, houve mudanças no regulamento, deixando o procedimento de embarque mais rigoroso. Apesar desse rigor aumentado, nossos associados afirmam que ainda é cedo pra ter uma clareza sobre o impacto no mercado brasileiro.

A boa notícia é de que os fornecedores estão com bom estoque pois a expectativa para este ano era de mercado aquecido”, afirmou o presidente executivo da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Rodrigo Sauaia.

Para Carlos Evangelista, presidente da ABGD, as empresas do setor devem sentir o impacto no abastecimento a partir de abril. “Vamos sentir nos meses de abril e maio a parada que houve na produção, porque algumas empresas chinesas retomaram as produções parcialmente, mas estão trabalhando em três turnos com máscaras e eles precisam trocá-las a cada quatro horas.

Mesmo com a retomada, eles precisam repor todo o atraso pois criou um backlog (atraso) de prazos de entrega no mundo inteiro. Porém, mesmo produzindo em três turnos, ainda não é o suficiente para normalizar de imediato o setor”, afirmou Evangelista.

Assim como as associações, a expectativa das empresas do setor é que a situação se normalize e o impacto seja leve. “Exceto Wuhan, tudo está voltando ao normal. A produção está sendo retomada paulatinamente com vários cuidados adicionais, como uso de máscaras descartáveis e medições frequentes de temperatura de todo pessoal.

Houve um pequeno impacto, porém no caso da Risen, exceto vidros, a produção de insumos  é bem verticalizada e todos outros insumos são produzidos internamente pela própria empresa”, afirmou Fernando Castro, diretor de vendas da Risen Energy.

O diretor de vendas da Solis do Brasil, Desheng Lei, acredita que o abastecimento não será afetado. “Eu acho que não há problema para o setor solar, já que todas as empresas chinesas retomaram as atividades. Acredito que somente a entrega será afetada.

Eu acho que em março e abril algumas empresas não terão estoques suficientes e isso pode fazer com que  o custo de entrega aumente, mas nada que afete o preço final no Brasil”, comentou Lei.

A distribuidora Aldo Solar também está otimista. “Todas as cargas programadas desde o ano passado estão desembarcando dentro do cronograma esperado. Nossos parceiros na China e, em outros países, nos informaram que está havendo mais rigor nos processos, mas que tudo corre dentro de certa normalidade.

Frente às previsões de crescimento do segmento de energia solar em 2020, nós nos programamos para uma série de grandes embarques no final do ano”, afirmou Aldo Teixeira, fundador e presidente da Aldo Solar.

“O impacto deve ser de 0,1 0,5% do PIB mundial. A boa notícia é que os casos já não crescem mais na mesma intensidade que vinham crescendo, por exemplo, na China. A chegada aqui no Brasil era esperada, afinal é muito difícil um país continental que tem conexões com o mundo todo não ser afetado. O mais importante é que a pessoa infectada está bem de saúde e a vigilância sanitária tem sido muito cuidadosa ao lidar com o caso.

Então, acredito que haja uma estabilização na economia, já que os casos não estão crescendo com a mesma intensidade na China, como foi no mês passado. Porém, é esperado um leve impacto no abastecimento de alguns itens industriais. A tendência é que ao longo do primeiro semestre o coronavírus vá perdendo força”, destacou Ricardo Balistiero, coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia.

Ericka Araújo

Ericka Araújo

Desde 2020, acompanha o mercado fotovoltaico. Possui experiência em produção de podcast, programas de entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Em 2019, recebeu o Prêmio Jornalista Tropical 2019 pela SBMT (Sociedade Brasileira de Medicina Tropical) e o Prêmio FEAC de Jornalismo. Já atuou como repórter e apresentadora da Rádio Brasil Campinas. Formada pela PUC Campinas.

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