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Indústria da cerveja avança para garantir net zero na produção até 2023

Setor já adota o uso de tecnologias limpas, como a geração de energia solar fotovoltaica e eólica

Autor: 16 de março de 2023Transição energética
3 minutos de leitura
Indústria da cerveja avança para garantir net zero na produção até 2023

Ambev está apostando em projetos de energia limpa. Foto: Reprodução

O Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas é celebrado nesta quinta-feira (16). A data reforça a importância de adotar práticas mais sustentáveis, compromisso que o Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) anunciou que está adotando ao longo dos anos.

O setor está avançando na implementação de iniciativas voltadas à preservação dos recursos naturais e à transição energética. O principal objetivo é garantir que até 2023 toda produção seja abastecida com energia limpa, reduzindo a zero a emissão de carbono relativa à energia comprada.

Para alcançar a economia de baixo carbono, as associadas ao Sindicerv já adotam o uso de tecnologias limpas, como a geração de energia fotovoltaica e eólica e processos produtivos mais eficientes, implementados na produção, distribuição e engajamento da cadeia de valor da cerveja por redução das emissões.

“O Brasil é um país rico em recursos renováveis para produção de eletricidade e tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, e as associadas têm aproveitado esse grande potencial para promover inúmeras iniciativas em busca de fontes que resultem em um menor impacto para o meio ambiente”, destacou Márcio Maciel, presidente executivo do Sindicerv.

Para tanto, a Ambev e o Grupo Heineken vêm atuando, principalmente, com o foco voltado para quatro frentes: geração de energia, produção, distribuição e fomento aos consumidores e varejo.

Geração de energia

Na geração de energia, quatro cervejarias da entidade já são 100% abastecidas com energia renovável e, até 2023, a meta é que toda produção seja abastecida com fontes limpas.

Para isso, o setor tem trabalhado na diversificação de energia elétrica por solar, eólica e térmica e na substituição de combustíveis fósseis, como gás natural e óleo BPF.

Caminhões elétricos

Já na distribuição, o intuito é aumentar a frota de caminhões elétricos, dos atuais 220 para 2600 até 2025, como uma alternativa para otimização do consumo de combustível e redução da emissão de carbono. Os veículos serão abastecidos por energia renovável gerada por suas indústrias ou através da compra de energia renovável certificada.

Outra medida adotada é a conversão de caminhões a diesel para veículos elétricos, bem como a de empilhadeiras nos centros de distribuição, que deverá ter sua frota abastecida por energia renovável até 2025.

Consumidores e varejo

Para consumidores e varejo, a indústria afirmou que investe na conscientização, incentiva e facilita o uso da tecnologia — medida que pode reduzir em, no mínimo, 10% os custos com energia. Além disso, o setor cervejeiro é parceiro de plataformas que conectam pequenos e médios pontos de venda a geração de energia limpa.

Nos pontos de vendas, 100% dos refrigeradores já seguem os padrões globais de eficiência, o que trouxe uma redução de 50% no consumo de energia e emissão de carbono, na ponta.

“Essas e tantas outras ações que estão em desenvolvimento e implantação irão contribuir para a redução da emissão de gases de efeito estufa com o objetivo de atingir a meta de neutralidade em toda nossa cadeia de valor até 2040”, finalizou o executivo.

Mateus Badra

Mateus Badra

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020. Atualmente, é Analista de Comunicação Sênior do Canal Solar e possui experiência na cobertura de eventos internacionais.

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