7 de maio de 2021

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Inovação viabiliza vacina em tempo recorde e impulsiona a energia solar

A corrida pelo desenvolvimento da vacina contra a Covid-19 pode servir de exemplo para outros setores

Autor: 2 de fevereiro de 2021Opinião
Inovação viabiliza vacina em tempo recorde e impulsiona a energia solar

Por mais que a gente tente desviar, o assunto de 2020 e parte de 2021, ao menos até agora, é a pandemia. E um dos subtemas que mais chamaram a atenção foi a corrida, desde o ano passado, pelo desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19.

Nunca havia sido desenvolvida uma vacina com menos de quatro anos de estudos em laboratório e testes de campo. Em média este processo dura dez anos. 

As vacinas contra a Covid-19, já com um volume considerável de aplicações em outros países e que agora chegam ao Brasil, foram e continuam sendo desenvolvidas durante a pandemia, cerca de 12 meses para cá.

Já existia o conhecimento sobre o coronavírus e as infecções que ele provoca, a síndrome respiratória aguda grave, desde 2003.

O Sars-Cov 2, que provoca a Covid-19, surgiu com força total ao final de 2019 na China e se espalhou muito rapidamente por todo o mundo, acometendo milhões de pessoas e causando um número absurdo de mortes.

O mundo vem tentando aprender com o que talvez seja a maior crise sanitária da história, com reflexos que atingem a produção e a economia com uma força nunca vista. Mas se tentamos aprender, alguma coisa vai ficar.

Uma lição que todos os setores podem absorver é que o compartilhamento de informações, como ocorreu entre os diversos países que se apressaram a desenvolver um imunizante, pode ser determinante para o sucesso da empreitada. Investimentos maciços entram nessa equação, sem os quais não seria possível o desenvolvimento.

A necessidade, o conhecimento e os esforços levaram ao sucesso na criação da vacina, provavelmente o maior “case” de inovação no biênio 20/21. 

E quando se fala em inovação, o setor de energia solar ganha destaque. Com o desenvolvimento de novas soluções, com preços mais acessíveis, o setor mostra que o interesse de uso, o surgimento de linhas de financiamento e a adesão de um maior número de pessoas, diminui os custos em escala e permite que o setor avance. 

Prova disso é que a partir de 2012, quando despontou comercialmente no Brasil, até os dias de hoje, a energia solar teve seu preço reduzido em 80% – de US$ 100 o MWh para cerca de US$ 20.

O Brasil vem se destacando na corrida pela energia solar, mais limpa e barata. Em 2020, a capacidade instalada saltou de 4,6 GW para 7,5 GW, com destaque para o aumento de sistemas considerados de escala pequena, como os instalados em telhados, fachadas de edifícios e pequenos terrenos, a chamada  GD (geração distribuída), com aumento de 2,2 GW. Estima-se que o número chegue a 12,6 GW neste ano.

Em termos de investimento, cerca de 80% dos R$ 13 bilhões saíram de projetos de geração distribuída. A projeção para 2021 é que a autogeração atraia mais R$ 17,2 bilhões, o equivalente a 76% dos R$ 22,6 bilhões estimados para todo o setor pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

Pode até parecer injusta a comparação do desenvolvimento da vacina que salva vidas com o aprimoramento do setor de energia solar, mas ambos são alimentados com inovação. Este parece ser o combustível para que a humanidade possa sobreviver em um mundo mais confortável em todos os sentidos. 

No momento em que a energia solar deixar de ser vista apenas como uma solução ecológica e passar a ser vista em massa como solução econômica, o setor, por meio da inovação, será capaz de desenvolver maneiras de tornar o conceito e a prática mais acessíveis e, assim, trocando informações e direcionando investimentos corretamente, se desenvolver como um todo.

Aldo Pereira Teixeira

Aldo Pereira Teixeira

Presidente fundador da distribuidora de equipamentos fotovoltaicos Aldo Solar, sediada em Maringá (PR). Atua há anos no setor solar, com experiência em gestão e vendas.

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