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Integradores apostam na retomada do mercado fotovoltaico projetada pela ABGD

A facilidade das linhas de financiamento também é um fator que deve contribuir com a retomada

Autor: 24 de junho de 2020julho 27th, 2021Brasil
Integradores apostam na retomada do mercado fotovoltaico projetada pela ABGD

A conscientização ambiental e a necessidade de redução de custos com energia elétrica devem impactar positivamente o setor de energia solar no próximo semestre no Brasil. É o que estima a ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída)

“Em tempos de crise, as pessoas podem perceber de maneira mais evidente a importância da sustentabilidade em seus mais diferentes aspectos, seja do ponto de vista econômico, ambiental ou social”, destaca Carlos Evangelista, presidente da ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída).

A prospecção da associação está alinhada com o crescimento da fonte solar fotovoltaica no país, que teve a maior taxa de crescimento na matriz elétrica brasileira em 2019, atingindo um aumento de 88%, contra 7% da eólica e 5% da hidrelétrica.

Para Elvis Almeida, diretor de Novos Negócios na MySol, empresa situada em Sorocaba (SP), já existem sinais da retomada, tanto de consumidores residenciais como comerciais.

“Notamos um aumento de demanda pelo público residencial, que sentiu ainda mais o peso da conta de energia. Já o público comercial, que pisou no freio num primeiro momento, agora começa a retomar os projetos, pois também notaram a importância de ter custos menores em seus negócios. Já outras pessoas estão utilizando linhas de créditos com menores taxas e maior carência, criadas para incentivar a retomada da economia”, comenta Almeida.

A facilidade das linhas de financiamento também é um fator que deve contribuir com a retomada. “A oferta de mais opções de financiamento é um risco positivo que materializar-se e ser um ponto de inflexão importante que pode fazer com que os resultados do setor sejam aquele planejado antes da pandemia. Desse modo, o que vemos no futuro próximo é uma alta no volume de negócios. Esperamos faturar 50% a mais que em 2019 em valores corrigidos”, afirma Aldo Cézar Silva, sócio-diretor da Grão Solar Energia, localizada em Belém (PA).

Projetos não pararam

As experiências dos integradores mostram que o mercado se manteve aquecido durante o primeiro semestre deste ano, mesmo em meio a pandemia da Covid-19.

Armando Karin, CTO da ErgoSolar Energias Renováveis, relata que as atividades na empresa, localizada em Salvador (BA), não pararam. “Estamos em um nicho de mercado que não se ressentiu da pandemia. Estávamos ocupados em uma obra de cerca de 1.4MW de usina em geração distribuída, com cronograma apertado, que não parou com o isolamento social. Como mantivemos a produtividade, não houve atrasos na medição e os pagamentos aconteceram como esperado”.

Segundo Geovani Magalhães, CEO da Mega Solar, a empresa situada em Guaxupé (MG) integradora também tem entregue projetos neste semestre, que tem contribuído para a estabilidade dos negócios.

“Desde março tivemos cautela, porém, por fruto de muito trabalho e dinâmica das equipes comerciais, conseguimos liberar vários projetos que estavam parados há alguns tempos em processos de bancos, então o cenário melhorou pra nós. Não é vendas novas, são projetos travados que estavam a tempos em bancos, porém, vieram no momento certo, dando estabilidade para a empresa e garantias de continuar os planos de crescimentos da empresa”.

Magalhães ainda comenta como a digitalização da empresa, realizada no ano passado, contribuiu para a nova rotina e conta quais são suas expectativas para o futuro. “Já estávamos digitalizados há mais de um ano e isso ajudou muito. Todos os trabalhos de home office foram muito tranquilos pois já era algo comum na empresa”, relata.

“A pandemia foi como um asteroide de que caiu e não tínhamos a dimensão do tamanho, mas estamos com fé e temos certeza que a retomada será grande. Pois o mundo vai olhar de forma diferente para as renováveis. A quarentena tem sido um tempo para as empresas repensarem suas estratégias e buscarem um mercado mais consciente e competitivo”

Ericka Araújo

Ericka Araújo

Desde 2020, acompanha o mercado fotovoltaico. Possui experiência em produção de podcast, programas de entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Em 2019, recebeu o Prêmio Jornalista Tropical 2019 pela SBMT (Sociedade Brasileira de Medicina Tropical) e o Prêmio FEAC de Jornalismo. Já atuou como repórter e apresentadora da Rádio Brasil Campinas. Formada pela PUC Campinas.

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