Um em cada cinco integradores teve problemas com a inversão de fluxo em 2023

Minas Gerais, Alagoas e Rio Grande do Sul foram os estados que, percentualmente, mais receberam alegações, diz Greener
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GD Greener
Estudo da Greener sobre mercado GD aponta desafios.Foto: Ecotop/Reprodução

Um em cada cinco integradores que realizou pelo menos uma venda no setor de energia solar em 2023 teve alegações de inversão de fluxo no orçamento de conexão por parte das distribuidoras de energia elétrica.

É o que aponta um dos destaques do novo estudo estratégico da Greener sobre o mercado de GD (geração distribuída), divulgado nesta terça-feira (19). 

Minas Gerais, Alagoas e Rio Grande do Sul foram os estados que, percentualmente, mais receberam alegações de inversão de fluxo por parte da distribuidora de energia elétrica, segundo o estudo – que inclui 5.474 integradores entrevistados em todas as regiões do país. 

Nos municípios mineiros, cerca de 63% dos integradores enfrentaram problemas com a inversão de fluxo em 2023. Em Alagoas e no Rio Grande do Sul, esse índice foi de 46% e 45%, respectivamente. 

De acordo com a Greener, 56% dos casos de inversão de fluxo relatados pelos integradores que participaram da pesquisa não foram resolvidos. Em Minas Gerais, esse percentual é de 73%

Daqueles que relataram inversão de fluxo, a média nacional foi de 12 alegações, enquanto em Minas Gerais essa média foi o dobro, totalizando 24, muito em função da atuação da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). 

O gráfico abaixo mostra que 73% dos integradores tiveram notificação de até cinco casos de inversão de fluxo; 12% de cinco a dez casos e 15% acima de dez casos:

Inversão de fluxo

Desde a regulamentação da Lei 14.300/2022, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) tem recebido uma série de questionamentos por parte de empresas e associações do setor fotovoltaico sobre a atuação das distribuidoras de energia elétrica. 

Pelo que prevê o texto, as concessionárias são obrigadas a realizarem estudos e a propor soluções para seus clientes quando um pedido de uma nova conexão ou o aumento de potência injetada de um sistema de GD (geração distribuída) implique na inversão do fluxo. 

Contudo, o que tem se visto é o não cumprimento desta determinação. Muitas distribuidoras reprovam projetos, mas não informam o consumidor sobre quais são os motivos que justificam essa decisão, resultando em uma falta de transparência que tem impedido a realização das correções necessárias para que o consumidor possa gerar a sua própria energia.


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