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KPMG estima que 99% do hidrogênio será de baixo carbono até 2050

Estudo aponta que América Latina está caminhando para se transformar em referência na produção e exportação de H2V

Autor: 4 de julho de 2022Indicadores
KPMG estima que 99% do hidrogênio será de baixo carbono até 2050

Hidrogênio verde é a aposta dos países para uma transição energética sustentável. Foto: Reprodução

Estima-se que 99% do hidrogênio produzido mundialmente seja de baixo carbono até 2050. É o que apontou estudo realizado pela KPMG faltou dizer o que é essa empresa.

Os setores mais poluentes, como o de geração de energia elétrica (ainda dependente de fontes fósseis), indústria e transporte, entre outros, devem começar a mudar sua fonte de energia para esse combustível nos próximos 30 anos.

“O contexto é propício para que a América Latina tenha um papel fundamental, pois além de contar com recursos naturais e fontes renováveis, cujo desenvolvimento já alimenta os sistemas energéticos de vários países, está dando passos firmes para se transformar na referência regional na produção e exportação futuras de H2V (hidrogênio verde)”, disse a pesquisa.

No entanto, relataram que essa transição exigirá que os governos promovam novos marcos legais e políticas adequadas que incentivem os investimentos nesse combustível e forneçam o apoio público e o financiamento necessários para desenvolvê-lo.

Exemplos dessas iniciativas seriam a promoção da pesquisa e desenvolvimento focados no H2V e suas aplicações potenciais como vetor de energia no futuro, a aplicação de incentivos ao uso de renováveis, que contemplem impostos sobre combustíveis fósseis e preços sobre emissões de carbono.

Além disso, enfatizaram que será preciso medidas destinadas a facilitar os aportes na evolução de hidrogênio de baixo carbono, como incentivo fiscais e subsídios à produção.

“Em um setor que se encontra na fase inicial de desenvolvimento, também será importante a cooperação e a conexão internacional, como a disponibilidade e o acesso ao financiamento público”, disse a KPMG.

O objetivo é mitigar o alto risco financeiro comumente associado às fases iniciais do ciclo de vida de um produto e, ao mesmo tempo, funcionar como apoio para promover o seu progresso a médio prazo.

Isso deverá ocorrer, segundo a empresa, até que o financiamento privado substitua gradativamente o público, estimulado pela redução de riscos e pela maior rentabilidade.

“Por fim, deve-se observar que o papel que cada país deve adotar para que desenvolvimento do hidrogênio de baixo carbono não dependa apenas do planejamento e dos objetivos estratégicos definidos pelos seus governos, mas também percorrido para a adoção e uso de renováveis. E aí está uma das principais vantagens dos países latino-americanos”, enfatizaram.

Mais dados

O levantamento da KPMG destacou ainda que o hidrogênio deve atingir 210 milhões de toneladas até 2030 e 530 milhões de toneladas até 2050, com uma contribuição crescente do hidrogênio oriundo de fontes renováveis.

Seguindo essas premissas, o mesmo deve representar 18% da demanda global total em 2025, 70% em 2030, 91% em 2040 e 99% em 2050.

Custos do hidrogênio

Argentina, Brasil e Chile estão despontando como os produtores mais baratos de hidrogênio até 2050, com custos que podem chegar a US$ 0,55/KgH2 para esse ano – tornando assim o H2V uma alternativa muito competitiva, mesmo para o hidrogênio cinza, que responde pela maior produção desse tipo de combustível atualmente.

Energia renovável na América Latina

A América Latina e, particularmente, os países que compõem o cone sul da região, destacam-se globalmente por seu potencial de produção de energias renováveis.

Segundo dados da IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável), a região mostrou um grande crescimento na capacidade de geração instalada com este tipo de fonte nos últimos 10 anos (mais de 60% entre 2010 e 2020).

A oferta passou de 155 mil MW para 250 mil MW, com uma participação crescente de fontes distintas da hidrelétrica, como solar e eólica que, por sua abundância e custos decrescentes, vem ganhando espaço na oferta de geração de energia.

Ademais, um levantamento da IEA (Agência Internacional de Energia) revela que atualmente cerca de 55% da geração de eletricidade na América Latina é proveniente de fontes renováveis.

Neste cenário, impulsionado pelas mudanças climáticas e pela necessidade global de reduzir as emissões poluentes, o hidrogênio de baixo carbono, especialmente o verde, tem atraído a atenção dos países e governantes pelo potencial que a América Latina tem para produzir e exportar grandes volumes desse produto, a longo prazo, de maneira competitiva no futuro.

“A oportunidade latente, somadas às boas condições produtivas da região, vêm promovendo um conjunto de iniciativas voltada ao hidrogênio verde, que já conta com uma grande quantidade de projetos em diferentes fases de desenvolvimento, como etapa de conceito, estudo de viabilidade, financiamento, construção ou situação operacional”, destacou o estudo.

Estes projetos já estão em desenvolvimento em vários países, como Chile, Bolívia, Argentina, Brasil, Colômbia, Paraguai e Uruguai”, concluíram.

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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