Matéria publicada na Revista Canal Solar – Vol. 7, Nº 1, Fevereiro/2026
Ondas de calor cada vez mais intensas e frequentes estão redefinindo o patamar de estresse nas usinas solares brasileiras. Nos últimos anos, termômetros chegaram a ultrapassar em 3°C os recordes históricos de temperatura extrema.
Além do calor, os índices de radiação ultravioleta (UV) atingem níveis extremos em várias regiões, segundo medições do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), realizadas no ano passado. Essas condições climáticas severas têm impacto direto sobre a infraestrutura das usinas fotovoltaicas.
No final de 2025, a geração distribuída solar alcançou 43,5 GW de potência instalada, somando 3,87 milhões de sistemas fotovoltaicos conectados à rede em todos os 5.565 municípios do país.
Trata-se de um fenômeno recente e impressionante: apenas entre 2024 e 2025, 1,5 milhão de novas instalações solares foram adicionadas, quase dobrando o total de unidades consumidoras com geração própria.
A energia solar fotovoltaica já responde por 99% de toda a potência da geração distribuída nacional, consolidando-se como um dos pilares da expansão elétrica. Além disso, grandes usinas solares centralizadas continuaram a entrar em operação, especialmente no Nordeste, adicionando vários gigawatts à matriz.
Esse boom traz enormes benefícios em termos de diversificação da matriz energética, redução de custos de eletricidade e desenvolvimento econômico sustentável. Entretanto, ele também coloca pressão sobre a infraestrutura e sobre os padrões de qualidade adotados nas instalações.
Painéis e inversores sofrem com o calor, mas são os cabos fotovoltaicos – responsáveis por interligar os painéis aos inversores – que vêm se tornando o elo vulnerável diante desse clima implacável.
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