As negociações no mercado livre de energia ganharam força em setembro, em um cenário de queda dos preços futuros.
Dados da BBCE mostram que o volume transacionado na plataforma atingiu 22 TWh, crescimento de 9,2% em relação a agosto, enquanto o número de operações avançou 35,4%, para 6.139.
A movimentação financeira somou R$ 4,69 bilhões, alta de 5,4% na mesma comparação. O avanço foi mais expressivo nos negócios realizados em tela, que chegaram a 4.183 operações, aumento de 53,8%.
Segundo a BBCE, os volumes de energia e os montantes financeiros negociados vêm se recuperando desde julho. Apesar da melhora, a atividade ainda permanece abaixo dos níveis registrados em 2025.
“Ainda não atingimos os mesmos patamares de 2025, mas é nítida a evolução dos volumes das negociações, como vimos acontecer em outros momentos de crise de confiança, em que o mercado recua e depois se autorregula e retoma”, afirma Eduardo Rossetti, diretor-executivo de Produtos e Relações Institucionais da BBCE.
De acordo com o executivo, o aumento da atividade foi observado desde o início de setembro. “Setembro já abriu a primeira semana em patamares de negociação mais altos que em agosto”, diz.
Ao longo dos 21 dias úteis do mês, a plataforma recebeu 19.884 ofertas, média de aproximadamente 947 por dia.
Todos os produtos transacionados em setembro encerraram o mês com queda de preços, segundo a BBCE. A energia convencional para fornecimento no Sudeste em outubro fechou cotada a R$ 122,53/MWh, redução de aproximadamente 46% em relação ao fechamento de agosto.
Os contratos para fornecimento no primeiro trimestre de 2027 terminaram setembro a R$ 259,06/MWh. Durante o mês, esse produto chegou a ser negociado a R$ 317,02/MWh.
Segundo Rossetti, o recuo reflete a revisão das expectativas do mercado diante do comportamento da oferta e da demanda de energia, além do acompanhamento das condições de chuva previstas para os próximos meses.
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