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Número de sistemas FV já é o maior da história em um único ano

Especialista aponta para um mercado ainda mais aquecido em decorrência dos efeitos da Lei 14.300

Autor: 3 de outubro de 2022outubro 6th, 2022Indicadores
3 minutos de leitura

O Brasil encerrou o mês de setembro com mais um recorde no setor de energia solar. Nos primeiros nove meses de 2022, o país acumulou pouco mais de 442,5 mil sistemas fotovoltaicos instalados no segmento de GD (geração distribuída).

Trata-se do ano (que nem sequer acabou ainda) com o maior número de geradores solares conectados à rede de distribuição, superando a marca de 2021 inteiro – que teve 430,9 mil sistemas instalados entre os meses de janeiro e dezembro.

Os números – obtidos pelo Canal Solar, com base em dados públicos da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) – mostram que a região Sudeste é a que mais adicionou instalações neste ano, com 170,6 mil conexões, com destaque para os estados de São Paulo (77,1 mil) e Minas Gerais (57,9 mil). 

Entre os municípios brasileiros, o principal destaque do ano é Florianópolis (SC), com 15,2 mil sistemas instalados – praticamente o triplo do segundo colocado da lista, que foi Campo Grande (MS), com 5,1 mil conexões. 

Já entre as classes de consumo, a residencial chegou a 365,7 mil sistemas fotovoltaicos colocados em operação no ano (82,6% do total de 442,5 mil unidades de GD), mantendo-se distante das demais. 

Com relação à modalidade de geração, o país contabiliza 364 mil novas conexões de sistemas instalados na própria unidade consumidora, pouco mais de 77 mil no autoconsumo remoto e cerca de 1,4 mil em geração compartilhada. 

De acordo com Ricardo Marques, CEO da MSOLS, o grande contribuinte para a intensificação da busca dos brasileiros por sistemas de energia solar em 2022 foi a aprovação da Lei 14.300, que começa a ser aplicada para quem adotar a geração distribuída a partir de janeiro de 2023, por meio do SCEE (Sistema de Compensação de Energia Elétrica). 

“A Lei 14.300 é a principal responsável por esse crescimento. Se não houvesse a sua criação a energia solar continuaria crescendo por causa da maturação natural da tecnologia, mas não teria batido o recorde de 2021 em setembro. Talvez, batesse em novembro ou dezembro, mas não antes do quarto trimestre como aconteceu”, disse ele. 

Marques projetou ainda que são grandes as chances de também haver um primeiro trimestre de 2023 superaquecido em volume de instalações – já que, na sua avaliação, é quando vai estar “vencendo os prazos dos 120 dias para quem solicitou o parecer de acesso antes da alteração da Lei”, comentou. 

“Não se surpreendam se, entre o último trimestre deste ano e o primeiro do ano que vem, tivermos exatamente o mesmo número de 2022 (mais de 440 mil novos sistemas instalados no país)”, afirmou. “Depois disso, a partir de abril, acredito em um período de seis a oito meses de retração natural”, ressaltou. 

Henrique Hein

Henrique Hein

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como repórter do Jornal Correio Popular e da Rádio Trianon. Acompanha o setor elétrico brasileiro pelo Canal Solar desde fevereiro de 2021, possuindo experiência na mediação de lives e na produção de reportagens e conteúdos audiovisuais.

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