GC Solar 22.71 GW GD Solar 50.47 GW
Notícias

ONS aponta que Brasil terá déficit de potência elétrica em novembro

Em pior cenário, Governo Federal terá que importar energia de países vizinhos para suprir demanda energética

O aumento da demanda elétrica vai elevar a necessidade de o Governo Federal realizar a contratação emergencial de energia, importação e flexibilização da operação de hidrelétricas no segundo semestre deste ano. Foi o que apontou uma nota técnica, divulgada nesta quinta-feira (22), pelo ONS (Operador Nacional do Sistema).

O documento foi elaborado após uma solicitação feita pelo MME (Ministério de Minas e Energia). A atualização considerou dois cenários distintos (um conservador e outro não) e identificou que, em ambos os casos, existe o risco de déficit de potência elétrica entre os meses de outubro e novembro.

O estudo ressalta, contudo, que, mesmo assim, não há risco de desabastecimento no país, mesmo diante das piores sequências hidrológicas de todo o histórico de vazões dos últimos 91 anos. Apesar disso, o ponto que mais chama a atenção é o fato de que, no pior cenário possível, o Brasil poderá ter que importar 2 GW de energia para suprir a potência energética em novembro.

Além disso, mesmo no cenário em que ocorram sobras, a situação “não [é] muito confortável em função das diversas incertezas existentes, tais como nível de indisponibilidade térmica e limites de transmissão mais restritivos”, informa o ONS.

Cenários analisados

Na primeira simulação, a previsão de acionamento do parque termelétrico foi mais conservadora e não considerou o funcionamento de todas as unidades indisponíveis. Nesta hipótese, a pesquisa também considerou pontos como a flexibilização dos limites de transmissão e dos novos pedidos de flexibilização para as bacias de usinas hidrelétricas, além da maximização do despacho térmico fora da ordem de mérito.

O segundo cenário, por sua vez, foi analisado com uma maior participação das térmicas, considerando a necessidade de importação de energia dos países vizinhos e o despacho térmico fora da ordem de mérito. Essa parte do estudo, ainda levou em consideração possíveis alterações nas flexibilizações já em vigor e também contemplou eventuais mudanças nos limites de transmissão definidos conforme os procedimentos de rede.

Reservatórios

Com relação aos reservatórios brasileiros, as projeções realizadas pelo ONS estimam que é bem provável que algumas usinas  hidrelétricas cheguem em novembro com níveis de água abaixo das mínimas históricas. No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que responde por mais de 70% do consumo energético brasileiro, os índices poderão variar, por exemplo, de 10% a 12,6%.

Henrique Hein
Sobre o autor
Henrique Hein

Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

Comentários

Os comentários são moderados antes da publicação

Os comentários devem ser respeitosos e contribuir para um debate saudável. Comentários ofensivos poderão ser removidos. As opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a posição do Canal Solar.

Deixe seu comentário

Canal Solar
Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.