O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) publicou, em conjunto com a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a nota técnica que apresenta a capacidade remanescente do sistema elétrico para conexão de novos projetos de armazenamento de energia em baterias nos leilões de reserva de capacidade de 2026.
Divulgado nesta semana, o documento está disponível para consulta nos portais oficiais das três instituições. O estudo reúne as margens de conexão e as restrições que deverão ser observadas pelos empreendimentos participantes dos certames de armazenamento de energia.
A análise abrange instalações da Rede Básica, DITs (Demais Instalações de Transmissão) e ICGs (Instalações de Transmissão de Interesse Exclusivo de Centrais de Geração para Conexão Compartilhada). Também considera projetos conectados indiretamente à transmissão, por meio das redes de distribuição.
Segundo a nota técnica, a capacidade disponível resulta da combinação de três avaliações: a existência de espaço físico para conexão nas instalações, o desempenho elétrico do sistema e as limitações de curto-circuito.
Os estudos de desempenho verificam o atendimento aos critérios elétricos tanto durante o descarregamento das baterias, quando os equipamentos fornecem potência ao sistema, quanto no carregamento, quando absorvem energia da rede. Para cada condição, o ONS considera cenários operativos distintos.
O documento apresenta uma tabela consolidada com os limites de capacidade em megawatts por barramento, subárea e área. Na sequência, detalha a disponibilidade física das instalações, os pontos de conexão na distribuição e os resultados dos estudos por estado ou conjunto de estados.
As análises regionais identificam os fatores que limitam as margens de conexão. A nota também relaciona subestações com restrições decorrentes de curto-circuito e instalações que podem ser impactadas pelos empreendimentos participantes dos leilões.
Temporada de Acesso considerada no cálculo
De acordo com o ONS, as análises também incorporaram os montantes de capacidade reservados na primeira Temporada de Acesso da PNAST, quando representavam uma condição mais restritiva para o cálculo das margens. Foram excluídos dessa consideração os projetos que solicitaram a devolução das garantias associadas à participação na temporada.
A medida busca manter a consistência entre os processos de alocação de capacidade e evitar que a mesma disponibilidade da rede seja contabilizada em mais de um procedimento.
O estudo utiliza como referência a base do Plano da Operação Elétrica de Médio Prazo do SIN (Sistema Interligado Nacional), ciclo 2027–2031, com ajustes para representar a expansão da transmissão e da geração conforme as premissas aplicáveis aos leilões.
Os certames de armazenamento estão previstos para os dias 2 e 4 de dezembro de 2026, respectivamente. Nos dois casos, o início do suprimento está programado para 1º de agosto de 2028.
A nota técnica pode ser acessada clicando aqui.
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