Os novos modelos de negócio na geração distribuída estarão no centro do episódio 174 do Papo Solar, que será transmitido no dia 28 de abril de 2026, às 18h. O programa vai discutir como a conta de luz pode deixar de ser apenas um custo mensal e passar a funcionar como investimento para consumidores, mantendo o benefício de isenção da taxa do sol.
Apresentado por Bruno Kikumoto e Henrique Hein, o episódio contará com a participação de Adilson Liebsch (ex-CEO Órigo) e Eduardo Bomeisel (Co-Fundador Órigo), profissionais com ampla trajetória no setor elétrico e em projetos de energia renovável.
O debate abordará um ponto central do mercado: apesar do crescimento expressivo, a geração distribuída ainda enfrenta limitações relacionadas aos modelos de negócio. Entre os principais desafios para os consumidores estão o alto investimento inicial, redução de incentivos, a incerteza sobre o retorno financeiro e a falta de proteção contra reajustes tarifários, entre outros fatores que impactam toda a cadeia.
Para integradores, o cenário também traz obstáculos. Muitos clientes evitam projetos devido ao CAPEX elevado, risco de conexão, enquanto modelos por assinatura ainda oferecem descontos considerados insatisfatórios que não protegem em relação aos aumentos constantes. Ao mesmo tempo, o aumento da concorrência, custos comerciais e ociosidade pressionam as margens do setor.
Nesse contexto, será apresentada a proposta da SunProper, que busca justamente endereçar estes desafios. O modelo propõe transformar a conta de energia em um ativo patrimonial, utilizando o fluxo de pagamento já existente como forma de investimento, focado em ativos isentos da taxa do sol.
A discussão pretende explorar como esse tipo de solução pode ampliar o acesso à geração distribuída. O modelo promete novas oportunidades para parceiros comerciais com alta atratividade e rentabilidade.
O modelo também aumenta a liquidez de ativos do setor impactados por baixa performance e ociosidade.
Com a evolução das estruturas financeiras e a digitalização do mercado elétrico, iniciativas inovadoras devem ganhar espaço e impulsionar o debate sobre eficiência, sustentabilidade e democratização da energia no Brasil.