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Quais cuidados devem ser tomados para não prejudicar uma instalação?

Segundo especialistas, realizar uma análise estrutural é essencial para não comprometer um projeto

Autor: 4 de março de 2021janeiro 10th, 2022Brasil
Quais cuidados devem ser tomados para não prejudicar uma instalação?

"É preciso ter um laudo certificando a segurança para o cliente", diz Vaz. Foto: reprodução

A energia solar tem inúmeros benefícios para quem a utiliza, por exemplo, em construções residenciais, comerciais e industriais. Conseguir reduzir a conta de luz e ainda promover sustentabilidade são algumas destas vantagens.

No entanto, para atingir tais objetivos, é necessário tomar cuidados na hora de instalar um sistema fotovoltaico. O Canal Solar entrevistou especialistas em estruturas de fixação que apontaram que a análise estrutural, entre outros fatores, é essencial para não comprometer um projeto. 

“Costumo dizer ser sempre muito importante a questão de laudo estrutural. Ou seja, avaliar, por exemplo, o tipo da telha, se pode ser feita a fixação da telha ou se terá que buscar a viga que está por baixo. Se buscá-la, qual o tipo? Hoje, existem vigas de concreto protendido. Você não pode furá-la”, disse Júlio Tavernaro, gerente comercial da Spin. 

“Eu tenho uma viga de aço. De acordo com o laudo estrutural, posso fazer um furo? Comprometerei a estrutura dela? Isso, no achismo, não conseguimos deduzir. Sempre temos que buscar um profissional da área que possa fazer esse tipo de avaliação, que possa apontar que o sistema estará seguro”, explicou. 

“Nós, da Spin, falamos isso com propriedade pois já fizemos grandes projetos no Brasil. Já vi muitos integradores querendo fazer o correto, dedicando parte do dinheiro ao calculista estrutural. Tivemos até casos em que o telhado foi declinado e, assim, foi feita uma análise de adequação”, apontou Tavernaro.

“Isso aconteceu no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte (MG), onde temos um projeto. Foi realizada toda a readequação de vigamento do telhado para que pudesse receber um sistema com cerca de 300 módulos”, relatou.

Ainda de acordo com o executivo, um sistema fotovoltaico não pode vir para comprometer uma estrutura. “Não faz sentido colocar uma usina se ela for botar em risco o negócio e a vida das pessoas. Instalar um projeto solar demanda uma área quadrada maior. Tem um peso significativo por metro quadrado, entre cabos, estruturas, módulos. Ademais, quando tiver um sistema fotovoltaico com microinversores e inversores tem que computar todo esse peso por metro quadrado também”, concluiu. 

Mais análises

Raphael Vaz, engenheiro de produto da 2P Acessórios, também destacou a importância de realizar uma análise estrutural. Para o especialista, o preço para proteger o cliente e a edificação é irrisório comparado ao prejuízo que se pode ter caso não seja feita uma fiscalização adequada do projeto. 

“Ao instalador cabe, primeiramente, se for residencial de pequeno porte, fazer uma fiscalização visual, ver se a madeira está em boas condições. Já projetos de médio e grande porte instalados, por exemplo, num galpão metálico, tem que ser previsto também uma análise. É preciso ter um laudo certificando a segurança para o cliente. É necessário e assegura todos os lados: o cliente, a empresa que fará a instalação e a que vendeu”, ressaltou.

Tipos de instalações

Vaz comenta que, geralmente, os telhados residenciais são cerâmicos apoiados em vigas de madeira. “Essas instalações são as mais seguras, mas é cabível uma avaliação visual. A madeira, por ser fibrosa, pode ser atacada por fungos e bactérias, e como as casas residenciais às vezes são antigas, com 20, 30 anos, a estrutura pode estar danificada e isso prejudicará o sistema fotovoltaico”. 

Com relação às instalações comerciais e industriais, o especialista apontou ser mais comum que sejam feitas em galpões de aço carbono. “Toda cobertura que é feita seguindo as normativas de galpões não terá problemas para instalar um projeto solar. O problema começa quando é feito o galpão no serralheiro, em uma empresa que não atenda todas as exigências”. 

“Em alguns casos, não consideram que alguém andará sobre o telhado, quem dirá ter um equipamento ali, por isso acabamos vendo galpões cedendo por carga não prevista na cobertura. Ao construir estes galpões, as empresas não projetam que haverá um sistema fotovoltaico sobre a cobertura, por este motivo fazem o mínimo só para não chover dentro, e quando é feita a instalação esta estrutura pode cair”, finalizou. 

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de dois anos, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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