O Ministério de Energia e Minas de Cuba informou, nesta segunda-feira (6), que o país sofreu uma “desconexão total” do Sistema Elétrico Nacional, provocando um novo apagão de grandes proporções. As causas da ocorrência seguem sob investigação.
De acordo com o governo cubano, o colapso ocorreu por volta do meio-dia e deixou grande parte da ilha sem energia elétrica, ampliando uma crise que já se arrasta há meses.
O episódio é mais um capítulo da instabilidade do sistema elétrico cubano, que desde 2024 enfrenta sucessivas interrupções no fornecimento de energia. Em diversos momentos, os apagões se estenderam por horas e até dias, afetando residências, hospitais, indústrias e serviços essenciais.

Profissionais do setor atribuem a crise principalmente ao envelhecimento da infraestrutura elétrica, à elevada dependência de usinas termelétricas movidas a combustíveis fósseis, às dificuldades para manutenção do parque gerador e às restrições no abastecimento de combustíveis, agravadas pelas sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.
Renováveis ainda representam menos de 5% da matriz elétrica
Apesar do elevado potencial para geração solar, Cuba ainda possui uma participação reduzida das fontes renováveis em sua matriz elétrica. Durante a Convenção Internacional de Ciências da Terra de 2025, o diretor do Ministério de Energia e Minas, Ramses Montes, informou que menos de 5% da eletricidade produzida no país era proveniente de fontes renováveis.
A maior parte da geração continua concentrada em usinas termelétricas abastecidas por óleo combustível e outros derivados de petróleo. A dependência dessas usinas torna o sistema mais vulnerável a falhas operacionais, indisponibilidade de combustíveis e problemas de manutenção.
Cuba acelera investimentos em energia solar
Diante da crise, o governo cubano vem acelerando a implantação de usinas fotovoltaicas em diferentes regiões do país. Conforme mostrou o Canal Solar, a estratégia prevê ampliar significativamente a geração solar para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e aumentar a segurança energética nacional.
O plano contempla a instalação de parques solares e busca elevar gradualmente a participação das fontes renováveis na matriz elétrica, considerada uma das menores da América Latina.
Mesmo com esses investimentos, a expansão ainda levará tempo para produzir efeitos relevantes sobre a confiabilidade do sistema, que continua altamente dependente de um parque termelétrico envelhecido e sujeito a falhas recorrentes.
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