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Renováveis geraram 11,5 milhões de empregos no mundo em 2019

O levantamento foi realizado pela IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável)

Autor: 2 de outubro de 2020outubro 28th, 2020Brasil
Renováveis geraram 11,5 milhões de empregos no mundo em 2019

As fontes renováveis continuam trazendo benefícios socioeconômicos em todo o mundo com a criação de cerca 11,5 milhões de empregos em todo mundo no ano passado.

Em 2018, este número foi de aproximadamente 11 milhões. O levantamento foi realizado pela IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável).

Ainda segundo a agência, a energia solar fotovoltaica liderou os números, com aproximadamente 3,8 milhões de postos de trabalho, representando um terço do total.

“A adoção de renováveis ​​cria empregos e aumenta a renda local nos mercados de energia desenvolvidos e em desenvolvimento. Embora hoje vemos um punhado de países na liderança, cada nação pode aproveitar seu potencial renovável, com medidas para alavancar as capacidades locais para o desenvolvimento industrial e treinar seus trabalhadores”, disse Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA.

No ano passado, 63% de todos os empregos de energias renováveis ​​foram registrados na Ásia, confirmando o status da região como líder de mercado.

O relatório destacou ainda que os empregos em biocombustíveis seguiram de perto a energia solar, chegando a 2,5 milhões.

Muitos desses postos de trabalho estão na cadeia de abastecimento agrícola, especialmente em países como Brasil, Colômbia, Malásia, Filipinas e Tailândia, com operações intensivas em mão de obra.

Outros grandes empregadores no mercado das renováveis ​​são as indústrias hidrelétrica e eólica, com cerca de 2 milhões e 1,2 milhão de empregos, respectivamente.

Geração de empregos no Brasil

O estudo apontou ainda que as renováveis foram responsáveis por gerar 1,2 milhões de empregos em 2019 no Brasil.

O mercado fotovoltaico brasileiro representou cerca de 43,2 mil postos de trabalho. Os estados que mais contrataram foram Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná.

Com relação ao setor de biocombustíveis, o relatório indicou que esse segmento gerou 839 mil empregos no país. Já o hidrelétrico criou 213 mil postos de trabalho e o eólico 19 mil.

Participação das mulheres no mercado

A pesquisa destacou também que as mulheres detêm 32% do total de postos de trabalho, em oposição a 21% nos setores de combustíveis fósseis.

Isso demonstra maior inclusão e um melhor equilíbrio de gênero no setor de energias renováveis.

O levantamento também apontou que gastar U$ 1 milhão em fontes renováveis cria, em média, 7,49 empregos em tempo integral, quase o triplo da média de empregos gerados em combustíveis fósseis, que é de 2,65.

Futuro energético

Segundo a IRENA, a necessidade de traçar um curso diferente é inegável, assim como os benefícios a serem colhidos.

A recém-lançada Agenda de Recuperação Pós-COVID da IRENA mostrou que um ambicioso programa de estímulo poderia criar até 5,5 milhões de empregos a mais nos próximos três anos do que uma abordagem usual de negócios.

O investimento intensificado na transição energética poderia ainda aumentar os empregos em energias renováveis para quase 30 milhões até 2030 e para 42 milhões em 2050, conforme projeção do Global Renewables Outlook.

“O mundo tem visto um crescimento encorajador de empregos renováveis. Mas, pode gerar empregos muito maiores ao adotar uma estrutura de política abrangente que impulsione a transição energética”, ressaltou Francesco La Camera”.

“Nunca a importância de tal impulso foi mais clara do que neste momento importante. Mesmo enquanto o mundo ainda está lidando com a pandemia da Covid-19, a humanidade recebe lembretes quase diários do que nos espera se deixarmos de lidar com as crescentes perturbações climáticas”, concluiu La Camera.

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de um ano, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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