Dois apagões registrados entre domingo (12) e terça-feira (14) deixaram milhares de residências sem energia em Sergipe e paralisaram as operações da Fafen (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados), da Petrobras, gerando prejuízos e impactos diretos na produção industrial do estado.
No primeiro caso, entre domingo e segunda-feira, a queda de energia atingiu diversos bairros de Aracaju e da Região Metropolitana, deixando cerca de 170 mil residências sem acesso à luz por várias horas, além de provocar oscilações constantes no fornecimento.
Segundo a Energisa, a ocorrência foi causada por um problema no suprimento de energia, cuja responsabilidade é da transmissora que atende a região.
Já na terça-feira (14), uma nova interrupção impactou diretamente as operações da Fafen (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados), localizada em Laranjeiras.
A paralisação das atividades já gerou prejuízo superior a R$ 5 milhões, de acordo com o Sindipetro (Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe).
A interrupção afetou a produção de fertilizantes, como a ureia (insumo essencial para o agronegócio), o que pode resultar em aumento nos custos dos alimentos.
Em nota, a Petrobras, responsável pela unidade, informou que, após tratativas com governo de Sergipe e a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), a previsão é de normalização provisória do fornecimento até esta quarta-feira (15).
A companhia também afirmou que segue em interlocução permanente com as autoridades, com o objetivo de mitigar os impactos econômicos e sociais decorrentes do problema.
Riscos no fornecimento
Os episódios registrados em Sergipe reforçam o momento complicado vivido pelo setor elétrico brasileiro, marcado por preocupações com a segurança do fornecimento e riscos de novos apagões em diferentes regiões do país.
Fatores como a pressão sobre o sistema de transmissão, a crescente demanda por energia e desafios operacionais têm acendido alertas quanto à necessidade do país ampliar reforços na infraestrutura e no planejamento energético nacional.
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