‘Baterias farão cada vez mais parte do setor solar’, afirma especialista

Esta é a análise do engenheiro eletricista Rogério Mattos, diretor da Ideatek, representante oficial da Tesvolt no Brasil

“Imagino que para os próximos cinco anos, devemos passar por uma maturação no mercado brasileiro. Terá muito crescimento ainda da GD (geração distribuída), porém vamos começar a ver sistemas de armazenamento de energia fazendo cada vez mais parte do dia a dia do setor solar”. Esta é a análise do engenheiro eletricista Rogério Mattos, diretor da Ideatek, representante oficial da Tesvolt no Brasil.

Mattos participou do podcast Papo Solar e comentou que o sistema de armazenamento vem para fechar uma lacuna, já que a energia renovável não é determinística. “Você não consegue prever quanto de sol tem todos os dias, e a distribuição dessa energia nem sempre acontece de forma adequada”, destacou.

De acordo com o engenheiro, o mercado de armazenamento vem para agregar às soluções no Brasil, na questão de estabilidade de rede de energia elétrica e de um melhor uso das fontes renováveis. “É um mercado que vejo que não tem escapatória. Isso vai acabar acontecendo no país. É assim que está acontecendo lá fora e é assim que tem que ser aqui também”, ressaltou.

O diretor da Ideatek também destacou que o setor tende a ganhar muito com a homologação e a liberação dos sistemas de armazenamento de energia no território brasileiro. “Temos uma conta de luz que nunca teve redução de custos. A única redução se mostrou uma decisão errada, que foi tomada há muito tempo. Isso, de fato, impactou em custos maiores de energia hoje”, disse.

Para o especialista, é importante que o mercado tenha uma regulamentação para os sistemas de armazenamento, pois há projetos que podem ser melhorados e a própria estabilidade da rede elétrica ganha muito com isso. 

“Hoje, vemos uma ampliação bastante significativa dos sistemas fotovoltaicos instalados em GD. Agora, o próximo passo é a parte de armazenamento. É essencial que isso seja bem acordado, que sejam regras claras para que o segmento possa investir sem ter nenhum tipo de receio quanto ao futuro”, acrescentou Mattos.

Mercado solar segue crescendo

Para ele, a pandemia da Covid-19 trouxe vários desafios para o setor de energia, no entanto, a fonte solar continua sendo uma válvula de escape para promover sustentabilidade, economia e geração de empregos.

“A crise econômica impactou todos os setores, mas o mercado fotovoltaico sofreu muito menos, até pelo fôlego que estava, pelo crescimento acelerado que vem passando. Nos saímos muito melhor que os outros segmentos, tanto aqui no Brasil quanto lá fora”, concluiu Rogério Mattos.

Imagem de Mateus Badra
Mateus Badra
Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020.

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